Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2014

Assédio moral e metas abusivas ameaçam saúde de bancários

Imagem
Afetados por terceirização e precarização, trabalhadores do setor tentam limitar abusos. Categoria sofre com alto índice de doenças e suicídios Em um contexto marcado por denúncias constantes de assédio moral organizacional, aquele que não é pontual, mas sim sistemático, por afastamentos relacionados a problemas de saúde e até por suicídios, a pressão por metas abusivas é vista por dois em cada três bancários brasileiros como o principal problema enfrentado pela categoria em 2013. É o que aponta consulta feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) com a participação de 37 mil trabalhadores do setor. Dos participantes, 66,4% reclamaram deste ponto específico. Bancários protestam em São Paulo (Foto: Zé Carlos Barretta/ Flickr) O novo número só reforça tendência identificada por pesquisadores há alguns anos que está relacionada com o aumento da terceirização e da precarização de condições de trabalho. Em média, segundo dados...

Emprego industrial fica estável em novembro (0,0%)

Em novembro de 2013, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou variação nula (0,0%) frente ao patamar do mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar ligeira variação positiva de 0,1% em outubro, quando interrompeu cinco meses de taxas negativas consecutivas nesse tipo de confronto, período em que acumulou perda de 1,8%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral assinalou variação negativa de 0,1% no trimestre encerrado em novembro frente ao nível do mês anterior e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em abril último. Na comparação com novembro de 2012, o emprego industrial mostrou queda de 1,7%, 26º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde setembro de 2012 (-1,9%). No índice acumulado para os 11 meses de 2013, o total do pessoal ocupado na indústria assinalou redução de 1,1%. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 1,1% em ...

Economia lenta põe em risco o desemprego baixo conquistado pela América Latina, alerta OIT

Embora desocupação deva encerrar ano no mínimo histórico de 6,3%, 'perda do dinamismo econômico' já se reflete em indicadores do mercado de trabalho RIO - A lentidão do avanço econômico na América Latina põe em risco as melhorias no mercado de trabalho conquistadas durante a última década, alerta a Organização Internacional do Trabalho (OIT) em relatório divulgado nesta terça-feira. Embora o desemprego nas áreas urbanas de América Latina e Caribe deva cair a seu mínimo histórico em 2013 - o órgão estima que a taxa encerrará o ano em 6,3% -, a estagnação de alguns indicadores sobre o mercado de trabalho deixa claro o impacto da “perda do dinamismo econômico na região”. Em 2003, a taxa de desemprego na região era de 11,1%. “Se a situação piorar e se ganhar abrangência, há risco de que o desemprego volte a subir e de que se aprofunde a disparidade nas condições de trabalho e a informalidade”, diz o Panorama do Trabalho 2013. Entre os motivos destacados pela OIT para o esf...

Mulheres trabalhadoras na luta contra a retirada de direitos

Laura Leal e Camila Lisboa, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU Desde os anos 1970, no Brasil, cresce a participação das mulheres em todos os ramos da economia. Antes, elas representavam pouco mais de 20% da classe trabalhadora. Hoje, já são quase a metade (46%). A mão de obra feminina é majoritária nos setores precarizados ou terceirizados. Mas onde elas estão em peso é  na informalidade, o que gera uma triste realidade: 64% das trabalhadoras de nosso país não tem direitos trabalhistas, como 13°, férias ou licença-maternidade. A maioria das trabalhadoras (53%) recebe até um salário mínimo por mês. Também é muito presente a diferença salarial entre homens e mulheres. As mulheres chegam receber até 30% menos que um homem para uma mesma função. A mulher negra chega a ganhar um terço do que é pago a um homem branco. Os importantes avanços das lutas das mulheres ainda não foram suficientes para livrá-las do trabalho doméstico. Isso deve ser considerado...