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Mostrando postagens de novembro, 2014

M.Officer é condenada por explorar trabalho escravo

A M5, empresa do estilista Carlos Miele detentora da marca M. Officer, foi condenada judicialmente pela exploração de trabalho escravo. Em sua  decisão , a juíza Sandra Miguel Abou Assali Bertelli, da 2ª Região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT2-SP), considerou a empresa responsável pelas condições a que um grupo de trabalhadores resgatados estava submetido em oficina “quarteirizada”. A Empório Uffizi, empresa que intermediou a contratação, também foi condenada por gerenciar o emprego de escravos na produção da marca. Ambas terão de pagar R$ 100 mil a um trabalhador resgatado a título de indenização por danos morais. A Justiça entendeu que, por se tratar de atividade-fim, a terceirização foi ilícita. A Repórter Brasil entrou em contato com as duas empresas. A M5 nega a responsabilidade pela situação encontrada. A Uffizi não se posicionou até a publicação desta reportagem. Ambas ainda podem recorrer da decisão. Na sentença em que reco...

Os trabalhadores nas minas vivem situação análoga à escravidão

“Nos últimos 14 anos, em que se man­tém no poder a mesma direção, os bené­ficos e direitos anteriores foram fragmen­tados. Muitos direitos foram vendidos”. Essa é a visão de Anízio Teixeira, que ar­ticula a primeira oposição sindical nos últimos 20 anos no Sindicato Metaba­se Carajás, no Pará, maior sindicato mi­neiro do país. Segundo ele, muitos acor­dos foram lesivos aos trabalhadores, uma afronta a CLT e a dignidade humana. Nesta entrevista ao  Brasil de Fato , Anízio Teixeira fala sobre os graves pro­blemas enfrentados pelos trabalhadores na região e sobre os desafios enfrentados pelos operários que se atreveram a fa­zer oposição ao sindicato. “Vivemos uma ditadura no sindicato. Nos últimos 10 anos, quem se atreveu a organizar qual­quer movimento de oposição foi demiti­do sumariamente”, afirma. Segundo ele, a expressão “oposição sindical” é tida co­mo uma afronta às políticas da Vale. O Metabase Carajás é o maior sindi­cato mineiro do país. Com aproximada­mente 11.500 oper...

Metalúrgicos da Embraer estão em greve por tempo indeterminado

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Trabalhadores, reajuste proposto representa apenas 1% de aumento real; Além da Embraer, metalúrgicos de outras cinco fábricas do setor aeronáutico também já rejeitaram a proposta. Os metalúrgicos da Embraer, em São José dos Campos (SP), estão em greve por tempo indeterminado. A categoria rejeita a proposta de 7,4% de reajuste apresentada pela empresa e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na última rodada de negociação. A decisão de paralisar aconteceu em assembleia com os trabalhadores nesta quarta-feira (5). A categoria reivindica 10% de reajuste (3,43% de aumento real), congelamento do valor do desconto do convênio médico (que a Embraer quer dobrar), e estabilidade no emprego. Segundo o sindicato dos trabalhadores, o reajuste proposto pela empresa representa apenas 1% de aumento real de salário e está abaixo do que os metalúrgicos de outras fábricas da região já conseguiram. Além da Embraer, metalúrgicos de outras cinco fábricas do setor aero...