A reforma trabalhista não era para reduzir a informalidade?
“Vamos gerar mais empregos”; “a reforma trabalhista vai modernizar as relações de trabalho”. Diversas foram as justificativas da mídia, dos patrões, do governo e dos seus “técnicos” para a aprovação da mudança na lei. Uma delas era a que pregava a importância da reforma trabalhista para reduzir as desigualdades entre os trabalhadores formais e informais, contribuindo na formalização do trabalho através da redução do custo do registro em carteira de trabalho. Nesse discurso, os trabalhadores formais, com registro de acordo com a CLT e com salários medianos foram apontados como os inimigos. Até mesmos os sindicatos foram alvo dessa chantagem patronal. Quantas vezes você não ouviu que a culpa do desemprego é da rigidez da legislação trabalhista ou que os sindicatos apenas acolhem uma minoria privilegiada, a chamada “casta operária”? Assim, na lógica deles, ao flexibilizar as formas de contratação dos empregados, os patrões poderiam arcar com os custos mais baixos do registro. I...