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Mostrando postagens de junho, 2018

Argentina vive a terceira greve geral contra a política econômica de Macri

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É a terceira paralisação trabalhista convocada nos últimos 15 meses. Os sindicatos são contra o ajuste fiscal exigido pelo Fundo Monetário Internacional. A  Argentina  está novamente paralisada. Os sindicatos convocaram uma greve geral de 24 horas, com a qual desafiarão novamente  o presidente Mauricio Macri por sua política econômica.  Será a terceira que enfrenta durante seu mandato . Dessa vez, são contra o acordo feito pelo Governo argentino com o  Fundo Monetário Internacional (FMI)  para um  resgate de 50 bilhões de dólares  (190 bilhões de reais) que permitirá ao país enfrentar a crise cambiária iniciada em abril e que obriga a Argentina a aplicar um duro ajuste fiscal. Os organizadores calculam que pelo menos um milhão de trabalhadores aderiu à  greve  na segunda-feira que deixará o país sem serviço de trens, metrô, ônibus e voos. Ainda que a convocatória da  Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT)  limite-s...

"O Estado abandonou as mulheres à sua própria sorte"

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Para pesquisadora da Unicamp, redução de investimento social precariza ainda mais a condição das mulheres no mercado de trabalho. Sem apoio, perdem espaço. Não é novidade para as mulheres que o mercado de t rabalho reproduz a desigualdade social entre elas e os homens . Elas recebem, em média, 30% menos do que eles e estão, de modo geral, muito mais sujeitas aos postos de trabalho mais precarizados. Mulheres pobres e negras se posicionam ainda mais abaixo nessa escala de exploração.  Segundo a economista Marilane Oliveira Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, a crise econômica pela qual o país vive, associada a um modelo de governar cuja principal iniciativa foi o corte de investimento social, relega as mulheres a condições degradantes e aprofunda a  precaridade das condições de trabalho .  "Entramos num ciclo nos últimos três anos muito perigoso para as mulheres. O Estado abandonou as mulheres à su...

Miséria triplicada: pessoas em extrema pobreza saltam de 143 mil para 480 mil em um ano no Rio

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O pesquisador Francisco Menezes, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), trabalhou, de forma inédita, os dados do IBGE referentes à pobreza e à extrema pobreza. O economista ficou perplexo com os números que lhe vieram à vista. Francisco, que também trabalha na ActionAid (uma instituição com sede Johannesburg, na África do Sul), viu-se particularmente impressionado com a situação do Rio de Janeiro. Segundo ele, comparando-se o aumento da pobreza e da extrema pobreza em nível nacional, nota-se que, no Rio, os indicadores têm um percentual ainda mais elevado que os graves resultados do país. Nesta entrevista ao JORNAL DO BRASIL, Francisco Menezes esquadrinha os números do IBGE. Nas ruas, vê-se um contingente maior de pessoas sem casa; nos transportes, muito mais pessoas a pedir dinheiro. Os números do IBGE, de certa forma, traduzem o que salta aos olhos? Certamente. Os números da Pnad-Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) vêm c...