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Mostrando postagens de maio, 2018

Desalento recorde limita alta na taxa de desemprego, diz IBGE

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4,6 milhões de pessoas desistiram de procurar trabalho, a maioria jovens negros e pardos. O desalento com o mercado de trabalho bateu recorde e contribuiu para que houvesse redução da taxa de desemprego ao longo dos últimos 12 meses. O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 4,6 milhões de pessoas nessa condição -aumento de 511 mil no período de um ano. Os dados constam da Pnad Contínua, pesquisa de abrangência nacional do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (17). Pelos parâmetros da pesquisa, o desalento se caracteriza pelo desânimo em procurar emprego. A pessoa nessa condição já não acredita que tem oportunidades profissionais. E quem desiste de buscar uma vaga deixa não apenas o mercado de trabalho -é excluído também das estatísticas de desemprego. São considerados desempregados apenas quem toma providências para conseguir trabalho. Assim, apesar de o desalento indicar a piora do mercado, ele reduz a pressão na taxa de desemprego do país. No prime...

Após reforma, número de novos processos trabalhistas caiu pela metade

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Nova lei, que determina que o trabalhador arque com os custos do processo caso perca a sentença, inibe a busca pela Justiça mesmo em casos em que cabem ações. Passados quase seis meses da implementação da reforma trabalhista , o número de novos processos na Justiça do Trabalho caiu para quase a metade. Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) registraram redução média de 46% dos ajuizamentos em todo país, entre dezembro de 2017 e março deste ano, em comparação ao mesmo período dos anos anteriores. Isso representa, em números absolutos, 381.270 processos a menos nos tribunais regionais. Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho( Anamatra ), Guilherme Feliciano, é preciso analisar com atenção o que ocasionou essa drástica diminuição de judicialização dos conflitos trabalhistas. “Há uma forte comemoração desses números, principalmente por alguns segmentos da mídia, como se uma das promessas da reforma trabalhista estivesse sen...

Reformas trabalhistas remetem à escravidão, diz Pastoral Operária

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Organização ligada à Igreja denuncia "a supremacia do poder econômico que torna o capital mais importante que os seres humanos". CNBB também afirma que solução para o país não pode atingir direitos 'Reforma' de Temer facilita precarização do trabalho como praticado há séculos por setores patronais São Paulo – Em manifesto relativo ao 1º de Maio, a Pastoral Operária afirma se unir ao clamor por direitos que estão sendo extintos. "Esses direitos, conquistados ao longo de nossa história, resultaram de muitas lutas da classe trabalhadora", afirma a organização, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e presente em 61 dioceses de 14 estados. “Após mais de um século de conquistas, nos deparamos, hoje, com reformas trabalhistas que nos remetem a condições semelhantes ao tempo da escravidão”. A classe trabalhadora sofre o impacto negativo dessas reformas impostas pelo governo Temer e por grandes empresários'', acrescenta...