Covid agrava pobreza e índios já passam fome na mais populosa reserva do País Por precaução ou preconceito, guaranis e kaiowas de Dourados não conseguem emprego Rogério, Cristiane e 2 dos 3 filhos do casal; cesta acabando e fome batendo à porta (Foto: Helio de Freitas) A covid-19 deixa rastro de morte, tristeza e lágrimas por todos os povos mundiais. Desde março de 2020, o novo coronavírus já provocou a morte de quase 3 milhões de pessoas no planeta, mas os efeitos colaterais da pandemia podem matar ainda mais. Pobreza e fome causadas pelo colapso econômico e falência completa dos sistemas de saúde ameaçam dizimar outra fatia importante da população mundial Na mais populosa reserva indígena do Brasil, localizada em Dourados (a 233 km de Campo Grande), a contaminação pelo vírus ficou bem longe do que temiam autoridades de saúde no início da pandemia. Até ontem (18), existiam 899 casos confirmados na Bororó e Jaguapiru, as duas aldeias que formam a Reserva I...
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Mostrando postagens de maio, 2021
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"Lista suja" é divulgada, mas desmonte freia combate à escravidão na pandemia Inspeção do trabalho tem déficit de 1,5 mil trabalhadores; em 2020, verba para combater a prática foi a menor em 10 anos Atualmente, menos de 60% dos cargos para auditores fiscais do trabalho estão ocupados no país e a verba para combater a prática encolheu mais de 40% - SIT/Ministério da Economia Com 92 nomes, o governo federal atualizou a chamada “lista suja” do trabalho escravo , que inclui empregadores envolvidos com a prática criminosa no país. A relação agora tem 1,7 mil trabalhadores resgatados em 19 estados brasileiros. Com 24 nomes, Minas Gerais é o estado com mais registros. A lista foi criada pelo extinto Ministério do Trabalho e ficou suspensa por três anos até o Supremo Tribunal Federal reafirmar a constitucionalidade da publicação. Hoje, ela é considerada uma referência no combate a esse crime pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Utiliza-se a lista suj...
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A vida sem plano B depois da saída da Ford no Brasil Crise do setor automotivo é apenas uma parte do declínio geral da indústria brasileira, que vem perdendo posição em relação a outros países Leandro Monteiro, que trabalhou 23 anos na fábrica da Ford em Taubaté, luta pelos direitos trabalhistas após anúncio da saída da empresa do Brasil. Há 23 anos trabalhando na fábrica da Ford em Taubaté, no interior de São Paulo, Leandro Monteiro foi pego completamente de surpresa, quando uma avalanche de mensagens no Whatsapp começaram a chegar no dia 11 de janeiro. Todas comentavam a notícia que a montadora, que está no Brasil desde 1919, estava encerrando as atividades no país. No primeiro momento, o funcionário chegou a achar que fosse mentira. “Claro que havia rumores que alguma fábrica poderia fechar, porque a empresa não estava tendo o retorno financeiro desejável, houve muitos cortes nos últimos anos, mas nunca se falou em fechamento da empresa no Brasil”, expl...
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Precarização e rebeldia na garupa de uma moto Reflexões de líder antiuberização: em breve, outras profissões poderão estar sob o despotismo dos algoritmos. Frear a precarização da vida requer imaginação política e apostar nas ruas — com suas dificuldades. Como organizar a revolta? por Paulo "Galo" Lima Meu pai, há algum tempo atrás, me falou: “Pô, filho, lá pelo final dos anos 80, eu fui atrás de um trampo na Praça da Sé. Tinha uma placa assim: ‘registramos sua carteira, entre aqui’” – e ele entrou. Chegando lá, a ideia era a seguinte: “olha, isso aqui é um filtro de água, temos esse novo modelo, que a gente vai introduzir no mercado, e você tem que entender melhor como ele funciona” – e fizeram toda uma palestra para mostrar o filtro novo. Falaram: “o acordo é o seguinte: se num mês você conseguir vender 20 filtros de água, a gente registra sua carteira”. Meu pai pegou os 20 filtros, voltou aqui pro lugar onde a gente mora, e tentou vender, de porta em porta. Vendeu 14. V...