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Mostrando postagens de 2018

Cresce o número de pessoas que desistiram de procurar emprego, aponta Ipea

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  De acordo com um estudo do Ipea, 6 em cada 10 pessoas que desistiram de procurar emprego estão na região Nordeste.  Estudo do Ipea confirma tendência de crescimento do desalento no mercado de trabalho. 6 em cada 10 dos que desistiram de procurar emprego estão no Nordeste. Os desalentados são aquelas pessoas que estão em idade de trabalhar, gostariam de ter um emprego, mas desistiram de procurar porque perderam a esperança. No Brasil, o perfil mais comum nesta condição é o de mulheres, nordestinas, pouco escolarizadas e pobres. É o que diz o estudo sobre mercado de trabalho divulgado nesta quinta-feira pelo Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. São mais de 4 milhões e 833 mil pessoas que não buscavam mais emprego no 2º trimestre de 2018. 203 mil a mais que no período anterior. Nathália Maximino, de 30 anos, é formada em Nutrição e também é técnica em cozinha. Ela está há mais de 2 anos desempregada e explica porque não procura mais emprego. A ...

Lei Nociva

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"Perversidades" da Reforma Trabalhista já se concretizaram, destaca juíza do trabalho Valdete Souto Severo enumera uma série de problemas trazidos pela nova CLT O contrato intermitente não engrenou. É o que mostram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho divulgados nesta semana. No primeiro semestre, apenas 3,4 mil postos intermitentes foram gerados. Números distantes do estimado pelo governo.  A época da implementação da lei, a expectativa de Michel Temer (MDB) era a geração de 2 milhões de postos intermitentes em três anos. A modalidade trazida pela reforma trabalhista entrou em vigor em novembro de 2017. Este modelo é considerado como a "forma máxima de precarização". E representa a formalização de trabalhos sob demanda. Nele, o trabalhador é convocado apenas quando o empregador considera necessário. O Brasil de Fato entrevistou a juíza do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Quarta Região, Valdet...

Altos salários de executivos brasileiros revelam abismo entre ricos e pobres

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Enquanto salário mínimo é abaixo do ideal no país, diretores de empresas ganharam milhões em 2017. Enquanto o salário mínimo brasileiro é de R$ 954, há quem receba um salário maior do que R$ 3 milhões mensalmente. É o que mostram dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acerca dos valores estratosféricos dos salários de executivos do alto escalão de algumas companhias brasileiras.  O presidente do Itaú Unibanco Holding S.A, por exemplo, encabeça a lista e teve uma remuneração anual de R$ 40,9 milhões. Em contrapartida, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, metade dos trabalhadores brasileiros teve uma renda mensal 19,5% abaixo do salário mínimo, de R$ 937, com remuneração anual menor que R$ 12 mil.  O cargo desses executivos podem variar conforme a empresa. A agência de viagem CVC Brasil, ocupa o segundo lugar entre as companhias que pagam seus dirigentes com altos salários, com remuneração anual maior q...

Após seis meses da reforma na CLT, trabalhadores colecionam prejuízos

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Dados oficiais demonstram queda de 88% na arrecadação de sindicatos e redução de 46% em ações trabalhistas. Em vigor desde o final do ano passado, a reforma trabalhista trouxe um acúmulo de prejuízos para o trabalhador. Após seis meses de vigência, a nova legislação provocou mudanças em diferentes frentes, como, por exemplo, na fragilização das entidades que representam a classe trabalhadora. E o problema começa na saúde financeira: com o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, a arrecadação média dos sindicatos caiu 88% nos quatro primeiros meses do ano se comparada ao mesmo período de 2017. O dado é do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Diante da nova realidade, muitas entidades passaram a reavaliar alguns serviços. No Sindicato dos Empregados no Comércio no Distrito Federal (Sindicom-DF), por exemplo, a mudança levou a uma queda de 50% na arrecadação e também no número de filiados.   Segundo a secretária-geral da entidade, Geralda Godinho de Sales, a ...

Argentina vive a terceira greve geral contra a política econômica de Macri

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É a terceira paralisação trabalhista convocada nos últimos 15 meses. Os sindicatos são contra o ajuste fiscal exigido pelo Fundo Monetário Internacional. A  Argentina  está novamente paralisada. Os sindicatos convocaram uma greve geral de 24 horas, com a qual desafiarão novamente  o presidente Mauricio Macri por sua política econômica.  Será a terceira que enfrenta durante seu mandato . Dessa vez, são contra o acordo feito pelo Governo argentino com o  Fundo Monetário Internacional (FMI)  para um  resgate de 50 bilhões de dólares  (190 bilhões de reais) que permitirá ao país enfrentar a crise cambiária iniciada em abril e que obriga a Argentina a aplicar um duro ajuste fiscal. Os organizadores calculam que pelo menos um milhão de trabalhadores aderiu à  greve  na segunda-feira que deixará o país sem serviço de trens, metrô, ônibus e voos. Ainda que a convocatória da  Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT)  limite-s...

"O Estado abandonou as mulheres à sua própria sorte"

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Para pesquisadora da Unicamp, redução de investimento social precariza ainda mais a condição das mulheres no mercado de trabalho. Sem apoio, perdem espaço. Não é novidade para as mulheres que o mercado de t rabalho reproduz a desigualdade social entre elas e os homens . Elas recebem, em média, 30% menos do que eles e estão, de modo geral, muito mais sujeitas aos postos de trabalho mais precarizados. Mulheres pobres e negras se posicionam ainda mais abaixo nessa escala de exploração.  Segundo a economista Marilane Oliveira Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp, a crise econômica pela qual o país vive, associada a um modelo de governar cuja principal iniciativa foi o corte de investimento social, relega as mulheres a condições degradantes e aprofunda a  precaridade das condições de trabalho .  "Entramos num ciclo nos últimos três anos muito perigoso para as mulheres. O Estado abandonou as mulheres à su...

Miséria triplicada: pessoas em extrema pobreza saltam de 143 mil para 480 mil em um ano no Rio

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O pesquisador Francisco Menezes, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), trabalhou, de forma inédita, os dados do IBGE referentes à pobreza e à extrema pobreza. O economista ficou perplexo com os números que lhe vieram à vista. Francisco, que também trabalha na ActionAid (uma instituição com sede Johannesburg, na África do Sul), viu-se particularmente impressionado com a situação do Rio de Janeiro. Segundo ele, comparando-se o aumento da pobreza e da extrema pobreza em nível nacional, nota-se que, no Rio, os indicadores têm um percentual ainda mais elevado que os graves resultados do país. Nesta entrevista ao JORNAL DO BRASIL, Francisco Menezes esquadrinha os números do IBGE. Nas ruas, vê-se um contingente maior de pessoas sem casa; nos transportes, muito mais pessoas a pedir dinheiro. Os números do IBGE, de certa forma, traduzem o que salta aos olhos? Certamente. Os números da Pnad-Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) vêm c...

Desalento recorde limita alta na taxa de desemprego, diz IBGE

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4,6 milhões de pessoas desistiram de procurar trabalho, a maioria jovens negros e pardos. O desalento com o mercado de trabalho bateu recorde e contribuiu para que houvesse redução da taxa de desemprego ao longo dos últimos 12 meses. O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 4,6 milhões de pessoas nessa condição -aumento de 511 mil no período de um ano. Os dados constam da Pnad Contínua, pesquisa de abrangência nacional do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (17). Pelos parâmetros da pesquisa, o desalento se caracteriza pelo desânimo em procurar emprego. A pessoa nessa condição já não acredita que tem oportunidades profissionais. E quem desiste de buscar uma vaga deixa não apenas o mercado de trabalho -é excluído também das estatísticas de desemprego. São considerados desempregados apenas quem toma providências para conseguir trabalho. Assim, apesar de o desalento indicar a piora do mercado, ele reduz a pressão na taxa de desemprego do país. No prime...