Ceará: Professores ocupam Assembleia Legislativa e são espancados pela Polícia de Cid Gomes

Na manhã dessa quarta-feira, 28 de setembro, os professores do estado do Ceará que estão em greve a quase dois meses foram surpreendidos com mais um ataque do governo Cid Gomes. O governador mandou para Assembleia Legislativa uma mensagem dividindo a carreira dos professores em duas e retirado direitos. Dessa forma, o governo tenta burlar a lei do piso, deixando a grande maioria da categoria sem receber nenhum aumento. 

Diante da notícia, centenas de professores lotaram as galerias e o hall de entrada da Assembleia Legislativa. Uma comissão foi recebida pela Assembleia, entretanto, os deputados do PT, PCdoB, PSB e outros membros da base aliada do governo Cid, se mostraram intransigentes em reconhecer o direito dos professores, e mantiveram o regime de urgência na mensagem do governador, mostrando claramente de que lado estão. 

Um grupo de professores dormiu dentro da Assembleia, tendo três professores iniciado uma greve de fome. Diversas escolas que já haviam retornado as aulas voltaram a paralisar suas atividades e estão se somando a mobilização. 

Nesta quinta-feira, novamente os professores ocuparam as dependências do prédio. A Polícia Militar já aguardava os professores. O Batalhão de Choque agiu com violência e há vários feridos no local e sendo levados para hospitais. Pelo menos três professores foram detidos. 

O clima ainda é de tensão. Alguns professores estão se dispersando, mas o movimento ainda é grande próximo ao plenario, que continua com o acesso bloqueado. Uma comissão dos docentes tenta conversar com o presidente da Casa. A entrada no plenário continua barrada por policiais (atualizado as 13:30h de 29 de setembro de 2011).

Fonte:
http://candidoneto.blogspot.com/2011/09/ceara-professores-ocupam-assembleia.html?spref=fb
    

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ipea e OIT avaliam o impacto da pandemia sobre jovens no mercado de trabalho do Brasil

Protesto contra falta de emprego bloqueia ponte do Brooklyn nos EUA

Greve dos bancários continua após reunião com Fenaban terminar sem acordo