Depois dos britânicos, gregos paralisam contra as medidas de austeridade

Milhares de trabalhadores paralisam a Grécia nesta quinta-feira (1) em mais uma greve geral no país. Esta é a sexta manifestação desse tipo no ano e a 15ª desde 2010. Com lemas como “Não ao Orçamento de Austeridade e Aproxima-se a hora da Verdade” e “Que os culpados da evasão fiscal paguem pela crise”, esta também é a greve geral que inaugura o enfrentamento dos trabalhadores com o novo primeiro-ministro Lucas Papademos.
Foto: endiaferon/Flickr
A paralisação na Grécia ocorre um dia depois da greve geral no Reino Unido também contra a aplicação de medidas de austeridade. A manifestação reúne trabalhadores do setor público e privado e ocorre dias antes do início da discussão sobre o novo orçamento do Estado para 2012.
O orçamento será votado pelo Parlamento no próximo dia 7 e visa garantir a aplicação de mais medidas de austeridades para garantir a negociação de 50% do valor das dívidas do Estado grego com os bancos e a ajuda internacional concedida pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O novo empréstimo será de 130 bilhões de euros.
Escolas, universidades e tribunais estão fechados. O transporte público e serviços públicos de eletricidade e comunicações também estão paralisados. Hospitais atendem apenas casos de emergência. Em Atenas, onde a tropa de choque está nas ruas, metrôs, ônibus, trólebus e bonde funcionam entre às 8h e 9h e 21h e 22h para levar os trabalhadores até as manifestações. 
A GSEE (Confederação Geral de Trabalhadores) e Adedy (Confederação de Associações de Funcionários Públicos), que juntas representam mais de dois milhões de filiados, participam da manifestação. “Existe uma grande tristeza e raiva que os gregos vão expressar em breve. Eu espero que seja de maneira incontrolável", afirmou o vice-presidente da Adedy, Ilias Iliopoulos, à rádio Flash.
“Os trabalhadores foram às ruas para das uma resposta dinâmica ao governo, que quer mais cortes, novos salários, anulou acordos coletivos de trabalho e quer fechar nossas casas”, disse diretor do sindicato dos trabalhadores da empresa de abastecimento de água de Atenas, a EYDAP, Christos Kiosis, para a NET TV.
Os gregos se negam a aceitar as demissões, cortes no salário, aposentadorias e pensões e aumento de impostos e tarifas públicas. Segundo a Adedy, até o final deste ano estão previstas mais de 20 mil demissões no setor público. O número pode chegar a 150 mil até 2013. Nos últimos dois anos os salários acumulam cortes de até 70%. 
Com informações de agências
Fonte: http://brasildefato.com.br/

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