Portugal: Makro propõe rescisão a todos os trabalhadores
A Makro Portugal, pertencente ao grupo alemão Metro Cash & Carry, propôs a todos os seus 1.500 trabalhadores a rescisão voluntária e, no entanto, diz que não quer fechar nenhuma loja. Os representantes da empresa declararam à comissão sindical que, se as rescisões não resultarem, a Makro avançará com um despedimento coletivo. Bloco questiona governo.
O diretor de marketing e comunicação da Makro Portugal, António Pinheiro, disse à comunicação social que todos os trabalhadores receberam uma proposta de rescisão “voluntária e por mútuo acordo” do contrato laboral ou para “reduzi-lo para part-time”.
Apesar da empresa convidar todos os trabalhadores a rescindirem, o seu diretor de marketing diz que o grupo não pretende sair do país, nem fechar lojas. E acrescenta: “Foi dada a oportunidade a todas as pessoas, mas depois reservamo-nos o direito de não aceitar a rescisão de algumas pessoas”.
Segundo um comunicado da empresa, “a Makro Portugal necessita de racionalizar e reduzir o número de efetivos da sua força laboral”.
Manuel Guerreiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, disse à Lusa que a empresa informou a comissão sindical do seu plano de propor rescisões voluntárias a todos os trabalhadores e que, caso o plano não resulte, avançará com um despedimento coletivo.
A Makro fez um despedimento coletivo de 100 trabalhadores em 2009. Atualmente tem 11 lojas em Portugal e em 2010 faturou 400 milhões de euros. A Makro pertence ao grupo alemão Metro que faturou 67.000 milhões de euros em 2010.
O Bloco de Esquerda perguntou nesta quarta feira ao governo, através do ministro da Economia e do Emprego, Álvaro dos Santos Pereira, se “tem conhecimento desta situação” e “que medida vai tomar o Governo para assegurar a manutenção dos 1500 postos de trabalho da Makro”.
Na pergunta, subscrita pelos deputados Mariana Aiveca, Catarina Martins e João Semedo, o Bloco afirma que “a Makro pretende reduzir ao mínimo o número de trabalhadores que maioritariamente têm vínculo efetivo à empresa para os substituir por trabalhadores com vínculo precário” e sublinha que “a competitividade da empresa Makro não deve passar por destruir postos de trabalho efetivos por troca com trabalhadores com vínculo precário e salários mais baixos” (Leia o texto integral da pergunta).
Fonte: www.esquerda.net
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