Cresce a violência contra mulheres No Sudeste, Minas ocupa a segunda posição no ranking de violência doméstica
Sete anos depois da Lei Maria
da Penha, criada para coibir humilhações, espancamentos e assassinatos de
brasileiras, uma mulher morre de causas violentas a cada uma hora e meia no
país. Depois do Espírito Santo, que ocupa o primeiro lugar geral no ranking dos
estados com o maior número de assassinatos femininos (11,24 por 100 mil), Minas
Gerais fica na segunda posição na Região Sudeste. Segundo levantamento do
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Minas registra 6,49 mortes a
cada 100 mil mulheres, contingente maior em relação aos dados apresentados pelo
Rio de Janeiro e São Paulo, com 6 por 100 mil e 3,74 por 100 mil.
Com fama de machistas,
os homens mineiros que violentam e matam parceiras estão acima da média
brasileira, com 5,82 mortes a cada 100 mil mulheres de 2001 a 2006. No mesmo
período pesquisado pelo Ipea, Minas apresentou 0,62 pontos percentuais acima da
média nacional. “Não basta só fazer uma lei para mudar uma cultura. Não
vislumbro tão cedo uma mudança no cenário. Para tal ocorrer, seria necessário
desde cedo começar a formar as crianças para uma nova cultura de respeito aos
gêneros”, alerta a delegada Margarethe de Freitas Assis Rocha, titular da
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de BH.
Para denominar os assassinatos pelos parceiros íntimos, o Ipea usa a palavra feminicídio. Segundo o instituto, estes crimes decorrem de situações de abusos no domicílio, ameaças ou intimidação, violência sexual, ou situações nas quais a mulher tem menos poder ou menos recursos do que o homem.
Segundo o estudo “Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil”, os parceiros são os principais assassinos de mulheres. Cerca de 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Em contraste, essa proporção é próxima a 6% entre os homens assassinados. Ou seja, a proporção de mulheres assassinadas por parceiro é 6,6 vezes maior do que a proporção de homens assassinados por parceira.
A Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006, não teve impacto no número de mortes por esse tipo de agressão. As taxas de mortalidade foram de 5,28 por 100 mil mulheres de
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