Amazon poderá ter que pagar ‘hora extra’ - Empregados querem ganhar por tempo gasto em checagem de segurança
WASHINGTON - Para evitar que os
funcionários cedam à tentação de furtar um dos muitos itens de seus depósitos,
a Amazon exige que eles passem por uma checagem de segurança antes de saírem, o
que custa aos trabalhadores quase 30 minutos em filas. Agora, a empresa pode
ser obrigada a pagar por estes períodos.
Em 2010, dois ex-funcionários,
contratados por meio de uma agência de trabalho temporário, a Integrity
Staffing Solutions, foram à Justiça exigindo que a companhia pague pelo tempo
que permaneceram nessas filas, após cumprirem seus turnos de trabalho. A questão
será debatida pela Suprema Corte na quarta-feira.
No centro da disputa está uma
emenda de 1947 ao Ato de Padrões Justos de Trabalho, de acordo com o qual os
empregadores não têm de pagar pelo tempo gasto em ações relacionadas ao
trabalho, como a ida a e a volta do escritório. Nove anos depois, a Suprema
Corte estabeleceu que o pagamento é obrigatório se a atividade for
“indispensável” à função. Assim, trabalhadores de frigoríficos devem receber
pelo tempo que gastam afiando as facas, assim como os funcionários de fábricas
de pilhas devem ser remunerados pelo tempo gasto para se lavar e eliminar os
traços de ácido sulfúrico.
PARTE DO TRABALHO
A Amazon não estava na queixa
inicial, mas foi adicionada ao processo, ao qual também foram agregados outros quatro
casos similares.
Agora, a questão é se as
verificações de segurança são comparáveis. O resultado da disputa pode ter
implicações para uma ampla gama de profissões. A Integrity, que já prestou
serviços ao JPMorgan, ING e Wal-Mart, diz que as revistas não estão diretamente
relacionadas ao trabalho. “Nenhuma Corte afirma que ‘não violar a lei’ é a
principal atividade numa função, pela qual deve haver compensação ou
pagamento”, disseram advogados.
Já os trabalhadores argumentam
que as verificações eram exigidas pela Integrity e, portanto, parte do
trabalho.
Comentários
Postar um comentário