No Paraná, petroleiros exigem respeito à saúde e segurança dos trabalhadores
O acampamento dos petroleiros do
Paraná, instalado em frente à Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária,
amanheceu marcado no domingo (08) por um ato de luto e solidariedade pela morte
do petroleiro Pedro Alexandre Bagatin. O trabalhador faleceu na última
sexta-feira (06) após sofrer um infarto no interior da empresa, onde operava na
contingência, exercendo atividades sob pressão e sem o efetivo correto.
No ato, as pessoas exigiram zelo
pela saúde dos trabalhadores e fizeram a crítica à política da empresa que
coloca em risco a saúde e a segurança dos funcionários que seguem na
contingência. A morte ocorrida neste episódio chama a atenção para o dado de
vinte mortes no sistema Petrobrás apenas em 2015.
A mobilização também contou com a
presença dos trabalhadores petroquímicos, em greve na Fábrica de Fertilizantes
Nitrogenados (Fafen-PR, ligada ao sistema Petrobrás). Movimentos sociais e
outros sindicatos compareceram em apoio à greve, assim como coordenadores
nacionais do movimento petroleiro, o coordenador da Federação Única dos
Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, e Deyvid Bacelar, do conselho de
administração da empresa, pelos trabalhadores.
O coordenador da FUP criticou o
modelo de gestão que prioriza o lucro em detrimento da segurança. Ele também
reforçou o conteúdo da greve, que é a preocupação com o futuro da empresa e a
crítica ao desinvestimento. Não se trata, portanto, de uma greve salarial, mas
de futuro do ramo do petróleo. A Petrobrás, de acordo com Rangel, é responsável
pela participação de 13% no PIB e por mais de um milhão e meio de empregos
diretos.
“Escolhemos discutir a empresa,
apresentamos a pauta pela Petrobrás, no momento em que o setor passa por
dificuldades”, afirma.
*Com informações de Davi Macedo
(Sindipetro PR/SC)
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