Movimentos organizam resposta contra desmonte da Previdência
No
Dia Internacional das Mulheres, movimentos realizam ato unificado com a pauta
da aposentadoria
O governo não eleito de
Temer (PMDB) pretende aprovar, em abril, a PEC 287, que vai desmontar a
Previdência e acabar com vários direitos sociais da população brasileira.
Diversas organizações prometem opor uma forte resistência a esse ataque. Em
Minas Gerais, dezenas de entidades organizam ações de protesto e
conscientização.
“Temos duas frentes de
ação. Uma delas é desconstruir a propaganda mentirosa do governo e da mídia
oficial, que fala pelos grandes grupos econômicos, produzindo material e
divulgando. Na outra frente, é preciso cada vez mais promover a mobilização dos
trabalhadores, a união no campo, na cidade, servidores públicos e mesmo a
classe média, pois todos serão atingidos por essa reforma”, explica Lindolfo
Fernandes, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de
Minas Gerais (Sindifisco-MG).
Exatamente no ano em
que se completa meio século de conquista da aposentadoria aos 60 anos para as
mulheres, elas podem ser as mais prejudicadas pelas novas regras.
“Mulheres recebem, em
média, cerca de 25% a menos que os homens, pois estão nas ocupações que pagam
menos. Em determinados setores, a diferença pode chegar a 50% ou mais. A taxa
de desemprego entre as mulheres é o dobro da taxa masculina”, explica a
economista Marilane Teixeira.
“Quando há uma crise, as mulheres são as
primeiras a ir para o trabalho doméstico, para a informalidade, para o trabalho
terceirizado. A maioria das mulheres, hoje, se aposenta por idade, pois não
trabalharam com registro”, reforça.
Ações
contra o golpe na Previdência
Em todo o estado,
organizações realizam diversas atividades no âmbito municipal. Já nos dias 8,
15 e 31 de março, elas se unem em grandes atos unitários na capital.
Secretário
da Previdência do governo Temer é denunciado por conflito de interesses
O secretário da
Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, foi denunciado na quinta
(23) pela central sindical Pública, que representa servidores públicos da ativa
e aposentados dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Segundo a
entidade, o ministro, que é um dos principais articuladores da proposta de
reforma da Previdência do governo Temer, estaria criando conflitos de
interesses por também ocupar o cargo de conselheiro na Brasilprev, uma das
maiores empresas de previdência privada do país. A denúncia foi protocolada na
Comissão de Ética Pública da Presidência da República, em Brasília, e será
encaminhada ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF).
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