Reformas trabalhistas remetem à escravidão, diz Pastoral Operária
Organização ligada à Igreja denuncia "a supremacia do
poder econômico que torna o capital mais importante que os seres humanos".
CNBB também afirma que solução para o país não pode atingir direitos
'Reforma' de Temer facilita precarização do trabalho como
praticado há séculos por setores patronais
São Paulo – Em manifesto relativo ao 1º
de Maio, a Pastoral Operária afirma se unir ao clamor por direitos que estão
sendo extintos. "Esses direitos, conquistados ao longo de nossa história,
resultaram de muitas lutas da classe trabalhadora", afirma a organização,
ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e presente em 61
dioceses de 14 estados.
“Após mais de um século de conquistas, nos deparamos, hoje, com reformas
trabalhistas que nos remetem a condições semelhantes ao tempo da escravidão”. A
classe trabalhadora sofre o impacto negativo dessas reformas impostas pelo
governo Temer e por grandes empresários'', acrescenta a Pastoral, recordando,
'' com afeto especial, todas as pessoas que tiveram suas vidas ceifadas para a
classe trabalhadora ter melhores condições de trabalho e para que todos neste
país vivam com dignidade''.
As reformas citadas não criam empregos
anunciados, "achatam salários, tornam as condições de trabalho mais
inseguras, eliminam convenções coletivas, fragilizam as organizações sindicais
e penalizam sobretudo os setores mais vulneráveis da classe trabalhadora".
Na nota, a Pastoral diz ainda ser inadmissível que os trabalhadores se submetam
"aos que saqueiam seus direitos, concentram riquezas e geram
miséria", denunciando "a supremacia do poder econômico que torna o
capital mais importante que os seres humanos".
Confira aqui a
íntegra da nota.
A CNBB também divulgou mensagem aos trabalhadores, afirmando que
"trabalho não é mercadoria, mas um modo de expressão direta da pessoa
humana".
"Ao Estado compete cuidar para que as relações de trabalho se deem
na justiça e na equidade", acrescenta a nota. "A solução para a
crise, que abate o País, não pode provocar a perda de direitos dos
trabalhadores e trabalhadoras. Nos projetos políticos e reformas, o bem comum,
especialmente dos mais pobres, e a soberania nacional devem estar acima dos
interesses particulares, políticos ou econômicos."
Leia aqui na íntegra o texto da CNBB.
Fonte : http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/05/reformas-trabalhistas-nos-remetem-a-escravidao-diz-pastoral

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