Entidades de trabalhadores e estudantes criam Fórum do Setor da Educação Pública do Rio de Janeiro
Redação - 08/03/2024
A entidade atuará para a unificação e implementação das lutas dos diversos segmentos, tendo como eixos centrais o Plano Nacional de Educação (o PNE), a luta pela revogação do Novo Ensino Médio (NEM) e da Base Nacional Comum Curricular (BCC), implementados no governo Temer.
Outros eixos importantes de atuação serão as lutas pela recomposição do orçamento da Educação, drasticamente reduzido pela implementação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) no estado, assim como a recomposição das perdas salarias das categorias do setor, e a defesa do serviço público em geral. Nesse sentido, a participação na construção do grande Ato Unificado do funcionalismo na próxima quarta-feira, 13/3, se apresenta, para o Fórum, como uma primeira e importante tarefa.
Unificação de agendas e construção de um calendário de lutas
A próxima reunião do Fórum será no dia 4 de abril. Na pauta, estarão temas importantes para o seu fortalecimento, como a ampliação do convite a todas as entidades para se integrarem ao Fórum, a articulação com outros fóruns de servidoras e servidores públicos, além de uma unificação de agendas, procurando se vincular aos calendários nacionais de luta. Também está na pauta a criação de um Grupo de Trabalho para operacionalizar os atos e manifestações, destaca o vice-presidente da Asduerj, Frederico Irias (foto acima).
Fórum deverá ter como horizonte construir a unidade com outros setores da classe trabalhadora
A Asduerj tem participado desde o início das articulações para a construção do Fórum da Educação do Rio de Janeiro e esteve presente nesta quinta-feira na histórica reunião de sua fundação. A presidente da Asduerj, professora Amanda Moreira (em pé, na foto), assinalou o papel fundamental que o Fórum deverá ter na construção das lutas específicas da educação, mas destacou a necessidade de construção da unidade com outros setores da classe trabalhadora.
– Nossa classe está sofrendo ataques profundos, principalmente depois de 2016, com a reforma trabalhista e a reforma da previdência. E, agora, com a proposta de Reforma Administrativa, que é a “reforma trabalhista” no setor público. Essa semana, ainda, o governo Lula encaminhou ao congresso um PL que regulamenta o trabalho por aplicativo, que mostrou ser um grande retrocesso, pois cria a figura de um trabalhador sem direitos, com jornada de até 12 horas diárias. Esperamos que este fórum possa estar articulado com outros sindicatos, associações e o movimento estudantil, para que possamos dar conta dos desafios que nossa classe tem a enfrentar nesse momento, conclamou.
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