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POR QUE PÓS-GRADUAÇÃO FAZ GREVE?

É comumente aceito que pós-graduação não faz greve. Seguimos os calendários externos, das agências de fomento que mantêm nossos Programas. Somos, assim, uma parte fundamental da Universidade, mas parecemos um corpo estranho a essa mesma Universidade, como se as demandas não fossem da comunidade na qual a Universidade está inserida. É de extrema importância a adesão dos Programas de Pós-graduação ao movimento em defesa da UERJ, com paralisação das aulas e ampla discussão, porque é a própria produção acadêmica que é ameaçada pelas razões estruturais que culminaram nesta greve. As reivindicações que motivam o atual movimento grevista são essenciais para a manutenção e aprimoramento de nossas atividades. A agenda neoliberal, ao definir os setores que compõem o Estado, designou um desses setores como Setor de Serviços não exclusivos do Estado e nele colocou a educação, a saúde e a cultura. Como observou Chauí (2008), isto significou: “1) que a educação deixou de ser concebida como um dir...

A greve e a democracia virtual – Por Mauro Iasi

No contexto da greve nacional dos professores tem se manifestado um debate no mínimo curioso. Um certo sindicalismo que é a reapresentação grotesca do velho sindicato ministerialista da época de Getúlio Vargas, tem apresentado o argumento que a greve não é um instrumento legítimo de luta e que as assembleias que estão na base de sua deflagração não são “representativas”, colocando como alternativa a consulta eletrônica e os plebiscitos. Tal argumento ignora, oportunamente, o fato de que esta greve tem uma dinâmica própria e, em vários aspectos, distinta das outras experiências grevistas vivenciadas pelos professores federais e que foram responsáveis por inúmeras conquistas e importantes resistências. Já começou bastante forte em 33 universidades e rapidamente ganhou a adesão de mais de cinquenta universidades e instituições de ensino. Sua principal razão de ser pode ser encontrada nas trapalhadas do governo na condução das discussões entorno da carreira docente, mas fundament...

UERJ em greve unificada realiza ato pela suspensão do calendário acadêmico

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Nesta segunda-feira (25/06), a comunidade da Uerj foi às ruas exigir democracia na universidade e a suspensão do calendário acadêmico. A partir das 14h professores, alunos e técnico-administrativos se concentraram na entrada principal do campus maracanã e, apesar da presença ostensiva da PM dentro da universidade, o ato transcorreu de forma pacífica. Muitas falas de repúdio à presença dos policiais e de denúncia sobre a proibição da entrada do carro de som marcaram o início do ato. A comunidade saiu em passeata mostrando para a população a péssima situação em que se encontram a universidade e o HUPE. Apesar dos portões do campus terem sido fechados pela prefeitura, o ato foi finalizado no hall dos elevadores. A comunidade da Uerj, que está em greve unificada a cerca de uma semana, exige que o Reitor Ricardo Vieralves convoque os Conselhos Superiores da Universidade para debater e votar a suspensão do calendário acadêmico para que as aulas possam ser repostas e que o semestre sej...

Trabalhadores e estudantes decretam greve de mobilização e unidade na UERJ

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Durante essa última semana a Universidade do Estado do Rio de Janeiro viveu um processo de intensa mobilização. Na última quarta-feira (06/06), os docentes decretaram greve contra a ADI dos triênios e pelo regime de trabalho de Dedicação Exclusiva. Ontem (14/06) foi a vez dos funcionários e os estudantes também aderirem ao movimento.  A pauta principal de reivindicação dos trabalhadores, a implantação do Plano de Cargos e Carreira é o motivo principal da greve. Depois de uma extensa reunião e de um amplo debate sobre a conjuntura nacional e estadual, por contraste visual venceu a proposta de greve imediata. Os estudantes fizeram sua assembleia logo após e também decidiram parar em defesa de uma pauta histórica que inclui bandejão em todos os campi, creche universitária e acúmulo de bolsas.  Dois pontos estiveram presentes nas três assembleias: O primeiro é a necessidade de unidade entre os três segmentos para que a greve saia vitoriosa. Nesse sentido, a necessida...

Docentes em greve participam de marcha unificada em Brasília nesta terça (5)

Data: 04/06/2012 Os professores federais em greve desde 17 de maio participam nesta terça- feira (5/6) da Marcha Unificada dos Servidores Públicos Federais, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Caravanas com professores de todas as Instituições Federais de Ensino em greve são esperadas para o ato, que deve reunir cerca de 20 mil trabalhadores federais de todo o Brasil. Após a marcha, será realizada uma plenária ampliada dos servidores, às 15h, na Esplanada, para votar a greve geral do funcionalismo federal, a partir de 11 de junho. Na tarde desta segunda (4), os SPF promovem uma coletiva de imprensa na sede do ANDES-SN para explicar os motivos que podem desencadear a maior greve da história do setor público. Reivindicações dos servidores A pauta de reivindicação inclui sete eixos, entre os quais o reajuste de 22,08% (referente à inflação e variação do PIB desde 2010), em conjunto com uma política salarial permanente, com reposição inflacionária...

Estado de Greve na Uerj: A vitória das cadeiras

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Em assembléia realizada ontem (30/05) , os professores da UERJ entraram em estado de greve.  Cerca de três horas da tarde, a concentração da assembléia docente descobriu com grande surpresa que as cadeiras reservadas pela Associação Docente para a reunião haviam sido barradas pela prefeitura do campus. Depois de exaustiva negociação com trabalhadores da Associação, o presidente Guilherme Mota comunicou aos presentes o problema e todos foram até a entrada de trás da universidade “ajudar” o motorista da Kombi a entrar no campus. Depois de um leve bate-boca e ao som de palavras de ordem como “A UERJ somos nós, nossa força, nossa voz” empurrada pela comunidade acadêmica presente, a Kombi entrou e pôde entregar as cadeiras.  Em que pese essa tentativa desastrada da prefeitura em impedir a reunião dos professores, a assembléia transcorreu de forma pacífica e democrática, apesar de ter começado num clima de extrema indignação dos presentes contra o ocorrido, fato sem prece...

Movimento Unificado: Primeiras Decisões Contra o Fim do Triênio

Após alguns anos de inatividade, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais do Rio de Janeiro (MUSPE) retoma as suas funções, devido à grave ameaça da perda do benefício do triênio, que atualmente assombra o funcionalismo carioca e fluminense. Responsável pela articulação das demandas de diferentes segmentos dos servidores estaduais, por intermédio da conjunção de esforços das entidades sindicais representativas do funcionalismo estadual, o MUSPE está sendo oportunamente reerguido. Uma iniciativa política seguramente importante para todo o funcionalismo estadual que, com o MUSPE, pode alcançar maior peso em toda e qualquer negociação ou encaminhamento de reivindicações. Contudo, sua reativação revela, a princípio, um caráter emergencial. É fruto da recente, nociva, surpreendente e espúria iniciativa adotada pelo governador Sérgio Cabral Filho junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Visando a rebaixar ainda mais o padrão de qualidade de vida do servidor, assim como do se...