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Desemprego fica em 11,8%, com recorde no emprego sem carteira

A taxa de desocupação caiu de 12,0% para 11,8% na passagem do trimestre encerrado em junho para o terminado em setembro, influenciada pelo aumento na população ocupada e redução na desocupação. Mesmo com a queda na taxa, ainda havia 12,5 milhões de pessoas em busca de trabalho. Esses resultados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje pelo IBGE. “Temos mais pessoas trabalhando e menos pessoas procurando trabalho. Essa queda na taxa é normalmente observada nos meses de setembro, é uma sazonalidade típica do mercado de trabalho. O ano geralmente começa com mais pessoas procurando trabalho e no 3º trimestre há tendência de reversão”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. População ocupada tem recorde puxado por informalidade Com aumento de cerca de 459 mil pessoas, no trimestre encerrado em setembro, a população ocupada chegou a 93,8 milhões, um recorde na série histórica que teve início em 2012. A geração de postos de ...

Quase dois anos depois, a reforma trabalhista não entrega o prometido

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Ao contrário do alardeado por defensores, a desregulamentação não aumentou a competitividade nem gerou postos de trabalho, revela livro Entre os inúmeros retrocessos que têm ocorrido no Brasil desde o golpe parlamentar contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, talvez um dos mais deletérios tenha sido a aprovação da reforma trabalhista que, desde quando entrou em vigor em 11 de novembro de 2017, lançou os trabalhadores do país à toda sorte de incertezas de um sistema de regulação do trabalho muitíssimo precário. No livro  Reforma trabalhista: promessas e realidade , um grupo de especialistas de reconhecida competência sobre o assunto trata de analisar os primeiros impactos da reforma sobre o mercado de trabalho e, também, sobre a economia brasileira. Vale recordar que entre as motivações das forças políticas e econômicas que batalharam pela reforma, o argumento econômico foi sempre empunhado de forma enfática, alegando-se que a rigidez da longeva CLT (Consolidaçã...

Pesquisa aponta alto índice de demissão de mulheres após licença-maternidade

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Conheça a história de Laís, uma dessas mulheres mães que não tem conseguido retornar ao mercado de trabalho "Preferiram não continuar comigo na empresa", conta Laís Firmino, 30. Laís era uma trabalhadora que cumpria suas metas de vendas na empresa e nutria relacionamentos saudáveis com os empregadores e colegas de trabalho. A estabilidade no emprego e o salário correspondente fizeram com que ela e o seu esposo começassem a planejar um primeiro filho. Ela engravidou e, como garante a lei, precisou tirar licença-maternidade para se dedicar ao recém-nascido durante os primeiros meses. No entanto, a gestação foi de risco e o parto prematuro ocorreu sob grandes complicações, o que levou ao falecimento da criança. Laís conta que a perda do primeiro filho foi um processo de grande sofrimento, mas a vontade de ser mãe fez com que ela e seu marido se dessem uma nova chance e ela engravidou novamente. Ainda em luto, o período da licença-maternidade acabou e Laís voltou ao tr...

Março das Mulheres | Por que trabalhadoras terão mais dificuldades para se aposentar?

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Entenda por que as alterações na Previdência propostas pelo governo Bolsonaro penalizam ainda mais as mulheres. A reforma da Previdência defendida pelo governo Bolsonaro exigirá mais sacrifício das mulheres do que dos homens. Ignorando a dupla jornada de trabalho imposta ao gênero feminino, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2019 fará com que  a população brasileira se aposente mais tarde e contribua com a previdência por mais tempo .  Em comparação com as regras atuais, baseadas em princípios de solidariedade e universalidade, a exigência da idade mínima aumentará para as mulheres dos 60 para os 62 anos, se trabalharem na cidade.  Para as mulheres do campo , haverá um aumento de cinco anos, ou seja, a idade mínima subirá de 55 para 60 anos.  Os homens permanecerão com as mesmas faixas etárias:  65 anos para o trabalhador da área urbana  e 60 para o trabalhador rural. Caso Bolsonaro consiga aprovar a reforma às pressas, como tem defendido,...

Fiscalização vê aumento de piores formas de trabalho infantil em 2019

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O grupo especial de fiscalização do governo federal que verifica denúncias de trabalho escravo retirou 27 crianças e adolescentes do trabalho escravo ou de atividades relacionadas na Lista de Piores Formas de Trabalho Infantil do início do ano até agora. A quantidade já é próxima do total que foi encontrado em todo o ano passado (28) não apenas pelo grupo especial, mas por toda fiscalização no Brasil. O número de crianças e adolescentes em trabalho infantil, claro, é muito maior que este, como pode ser visto abaixo. E o grupo móvel não é o único a flagrar esse tipo de ocorrência, fiscalizada também por outras equipes e pelas superintendências regionais do trabalho nos estados.  Mas o dado é um termômetro. Como o grupo especial atua contra a escravidão contemporânea funciona como um indicador da gravidade dos casos de exploração de crianças e adolescentes no país....  Celebra-se, neste 12 de junho, o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, instituído pela Organização ...

Os inaposentáveis: o limbo da Previdência brasileira

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15% dos trabalhadores com mais de 60 anos não conseguem contribuir o suficiente para se aposentar, e tampouco cumprem requisitos para ganhar o benefício social para os mais pobres. 66% são mulheres. Aos 66 anos, Nailda Mendes de Moraes Silva não sabe se algum dia  conseguirá se aposentar  ainda que tenha trabalhado tempo suficiente. Começou cedo, aos 7 anos, na roça em Pernambuco. “Era trabalho duro, puxado. Fiquei lá até os 22 anos, mas hoje não conta para aposentadoria”, diz. Se mudou então para São Paulo em busca de melhores oportunidades. Sem estudos —“Meu pai dizia que tinha que trabalhar”—, fez de tudo: limpeza, costura, serviços gerais. Nem sempre na formalidade, e nem sempre com as empresas cumprindo com sua parte do acordo e recolhendo o INSS. Conseguiu contribuir 111 meses, dos 180 (15 anos) necessários para se aposentar após os 60 anos. Hoje, com problemas de saúde, já não procura mais emprego. Para se aposentar sem ser por tempo de contribuição, a s...

A juventude no futuro: impactos da reforma da Previdência

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Os jovens, que já estão entrando no mercado com mais dificuldade, estarão também entrando numa vida de trabalho sem direitos A juventude no Brasil está desalentada. Hoje, 1,8 milhão de jovens não têm mais esperança de conseguir um novo emprego, número três vezes maior do que em 2014. O desemprego afeta essa geração com o dobro de força do que o resto da população. Se o maior problema do Brasil hoje é o desemprego, persistente em 12,7% da população em idade ativa – patamar mais elevado da década – é ainda maior para as brasileiras e os brasileiros entre 16 e 24 anos, faixa em que chega a quase 30%. Dos poucos que conseguiram um primeiro emprego ano passado, apenas 1/4 têm carteira assinada. Foram cortadas quase que pela metade a abertura de vagas para quem busca o primeiro emprego e a renda também caiu: hoje, o salário médio dos jovens é 110 reais menor do que era em 2014. Nossa juventude cresceu em um País com esperança. Quando os jovens de hoje eram crianças, o me...