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  Conexão Zero Estrelas: Trabalhadores de aplicativos se endividam para pagar internet Entregadores e motoristas não conseguem arcar com plano de dados e são penalizados por falhas de conexão Para custear internet, às vezes entregadores precisam escolher entre o plano de dados ou pagar as contas básicas e até comprar comida - Jaqueline Deister Quando “o dia é bom”, jargão tradicional entre entregadores de aplicativo, Paulo Henrique Gomes, 27 anos, volta para casa no Jardim Jordão, periferia de Jaboatão dos Guararapes (PE), com R$ 50. A maioria dos dias, no entanto, “é ruim”, e a jornada de horas pela cidade sobre uma bicicleta termina com no máximo R$ 10. Não que faltem entregas. É que, além das taxas cobradas pelos aplicativos, que levam parte do faturamento, falta conexão de internet. “Às vezes nem vale a pena trabalhar. Se a internet estiver ruim, é só prejuízo”, conta o entregador, que atua para quatro plataformas desde junho do ano passado.  O acesso à internet para pesso...
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                                                  Área usada por trabalhadores fotografada durante inspeção trabalhista Sem emprego, passando fome, com três filhas para sustentar e a esposa grávida de dois meses, Andrés* foi forçado a tomar uma dura decisão. Deixou para trás a família e abandonou Caracas para engrossar o crescente êxodo venezuelano em busca de sustento em outros países, um fenômeno que se intensificou a partir de 2018 com a inflação em alta e a crise econômica que assolam o país governado por Nicolás Maduro. Com a ajuda de caronas cruzou os quase 1.300 quilômetros que separavam sua cidade natal da pequena Pacaraima, já dentro do território brasileiro. Fez a pé ao longo de quatro dias os últimos 200 quilômetros até a capital roraimense, onde chegou em meados de 2019. Em Boa Vista, nada foi fácil : dormiu na rua por oito meses, revirando lixeiras ...
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  Covid agrava pobreza e índios já passam fome na mais populosa reserva do País Por precaução ou preconceito, guaranis e kaiowas de Dourados não conseguem emprego Rogério, Cristiane e 2 dos 3 filhos do casal; cesta acabando e fome batendo à porta (Foto: Helio de Freitas) A covid-19 deixa rastro de morte, tristeza e lágrimas por todos os povos mundiais. Desde março de 2020, o novo coronavírus já provocou a morte de quase 3 milhões de pessoas no planeta, mas os efeitos colaterais da pandemia podem matar ainda mais. Pobreza e fome causadas pelo colapso econômico e falência completa dos sistemas de  saúde  ameaçam dizimar outra fatia importante da população mundial Na mais populosa reserva indígena do Brasil, localizada em Dourados (a 233 km de Campo Grande), a contaminação pelo vírus ficou bem longe do que temiam autoridades de  saúde  no início da pandemia. Até ontem (18), existiam 899 casos confirmados na Bororó e Jaguapiru, as duas aldeias que formam a Reserva I...
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  "Lista suja" é divulgada, mas desmonte freia combate à escravidão na pandemia Inspeção do trabalho tem déficit de 1,5 mil trabalhadores; em 2020, verba para combater a prática foi a menor em 10 anos Atualmente, menos de 60% dos cargos para auditores fiscais do trabalho estão ocupados no país e a verba para combater a prática encolheu mais de 40% - SIT/Ministério da Economia Com 92 nomes,  o governo federal atualizou a chamada “lista suja” do trabalho escravo , que inclui empregadores envolvidos com a prática criminosa no país. A relação agora tem 1,7 mil trabalhadores resgatados em 19 estados brasileiros. Com 24 nomes, Minas Gerais é o estado com mais registros. A lista foi criada pelo extinto Ministério do Trabalho e ficou suspensa por três anos até o  Supremo Tribunal Federal reafirmar a constitucionalidade  da publicação. Hoje, ela é considerada uma referência no combate a esse crime pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).  “Utiliza-se a lista suj...