UM ESTUDO SOBRE TRABALHO: decifrando a situação de emprego, desemprego e informalidade no Rio de Janeiro

Cleier Marconsin*
Mira Lini M. Caetano**


Resumo: Este trabalho traz o projeto de pesquisa “Um estudo sobre trabalho: decifrando a situação de emprego, desemprego e informalidade no Rio de Janeiro”, que se encontra em desenvolvimento no Observatório do Trabalho no Brasil. Realiza um debate sobre o tema, sem a pretensão de esgotar toda a sua complexidade, a partir do referencial teórico da tradição marxista, com destaque para as transformações que vêm ocorrendo nas ultimas décadas, as quais têm início com a onda longa recessiva, iniciada na transição da década de 1960 para os anos hum mil, novecentos e setenta e seus impactos nos direitos, nas relações e nas condições de trabalho de significativo contingente de trabalhadores brasileiros. Apresenta em largos traços a metodologia através da qual vem se concretizando o estudo, que tem como fundamento o método dialético e as metas e possibilidades pretendidas no desenrolar do projeto.

Palavras-Chave: Trabalho, desemprego, informalidade.

Abstract
The  paper presents the research project "A study of work: deciphering the employment situation, unemployment and informality in Rio de Janeiro." Based on the Marxist tradition highlights the transformations experienced in society, in world terms, which begin with the crisis of capital in the transition started in the 1960s to the 1970s and their impact on rights, relations and working conditions of significant contingent Brazilian workers. Presents in broad strokes the study methodology, which is based on the dialectical method and the desired goals and possibilities in the course of the project.Keywords: work, unemployment, informality.

INTRODUÇÃO
A pesquisa “Um estudo sobre trabalho: decifrando a situação de emprego, desemprego e informalidade no Rio de Janeiro” tem como objetivo o conhecimento atualizado da situação do trabalho no que se refere ao emprego, desemprego e informalidade no estado do Rio de Janeiro. Tem início no ano de 2011 e encontra-se em desenvolvimento, sendo este texto um debate sobre o projeto e suas perspectivas.
O referencial teórico-metodológico adotado na pesquisa, que funda-se na tradição marxista, concebe o objeto imerso numa totalidade concretacategoria constitutiva da realidade que se articula totalizadora e totalizante — carregada de determinações e contradições postas por processos históricos dinamizados pelo protagonismo das classes sociais. Assim, o estudo e a discussão do objeto - emprego, desemprego e informalidade no estado do Rio de Janeiro - partem da relação entre a economia e a política, ou seja, buscam entender os fenômenos pelas modalidades através das quais a sociedade produz as condições materiais de sua existência —, mas também pelas suas implicações políticas, sociais e ídeo-culturais.
A pesquisa, então, nasce da constatação de que o trabalho vem sofrendo transformações fundamentais nas ultimas décadas, as quais têm início com a onda longa recessiva, iniciada na transição da década de 1960 para os anos hum mil, novecentos e setenta. Essas transformações, na verdade, atingem a totalidade da vida em sociedade – sendo o trabalho parte dela - já que se trata de garantir o novo padrão de acumulação do capital, como explicitam Netto e Braz (2007, p. 212), para a reversão da “queda da taxa de lucro”. Mundialmente, e no Brasil, em particular, efetivam-se diferentes ações assentadas no ideário neoliberal, combinadas à reestruturação produtiva, viabilizando que diferentes recursos sejam postos em andamento visando à desregulamentação de atividades do capital, bem como de mecanismos socioeconômicos importantes à mobilidade do capital financeiro. Mas vale ressaltar: no bojo do processo, é fundamental “criar condições renovadas para a exploração da força de trabalho” (NETTO E BRAZ, 2007, p. 212), por essa razão, o trabalho é atingido de maneira frontal.]
1.    REFERÊNCIAS TEÓRICO-ANALÍTICAS E RELEVÂNCIA DO ESTUDO
Com a tradição marxista como norte e tendo em vista esse quadro, entendemos que o aumento do desemprego estrutural, a precarização dos contratos de trabalho, acrescendo os subcontratos, os subempregos e os serviços temporários passam a ser peças centrais do sistema e não mais acidentes ocasionais. Caracterizando a situação, Iamamoto (1998) mostra que, ao lado do aumento do número de trabalhadores desempregados, observa-se um pequeno núcleo de trabalhadores empregados em tempo integral e, frequentemente, chamado a fazer horas extras para aumentar a produção em seus setores e outro contingente - cada vez maior - de trabalhadores avulsos, em regime de tempo parcial ou contingencial. Sendo assim, crescem os empregos temporários no setor privado. Essa estratégia visa reduzir salários e direitos, tais como assistência médica, aposentadorias, licenças remuneradas e férias. Ainda segundo Iamamoto (1998), tais trabalhadores temporários recebem em média entre 2 a 3 vezes menos que os trabalhadores fixos, executando a mesma função. Antunes (1996) observa uma expressiva desproletarização do trabalho industrial e, ao mesmo tempo, um processo intenso de subproletarização com o acirramento do trabalho parcial, precário, temporário, terceirizado e uma significativa ampliação do setor de serviços. Para ele, em síntese, todas estas metamorfoses promovem um aumento dos trabalhadores e, simultaneamente, um crescimento dos que não encontram trabalho para viver.
Assim, é possível constatar que grandes parcelas de trabalhadores engrossam o exército industrial de reserva numa grave situação de pauperização. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no mundo, cerca de 200 milhões de trabalhadores estão desempregados e um terço é de jovens entre 15 e 24 anos,[1] sendo, que para esses trabalhadores o uso de contratos temporários quase duplicou desde o início da crise do capital. De acordo com o estudo “Tendencias Mundiales del Empleo Juvenil”, da OIT, entre 2008 e 2011, o número de contratos temporários entre os trabalhadores jovens – entre 15 e 24 anos – aumentou em 0,9% ao ano, depois de um aumento de o,5% ao ano entre 2000 e 2008.[2]  Essa situação obriga os trabalhadores que estão no mercado formal de trabalho, em todos os países, a aceitar acordos que desrespeitam direitos trabalhistas — submetendo-se à flexibilização — mostrando a intensificação, hoje, da exploração da força de trabalho.
Os trabalhadores desempregados e os terceirizados encontram-se isolados, não possuem ou perdem sua identidade de classe, não tendo direito de reivindicar melhores salários e condições de trabalho, enfraquecendo a organização sindical. Trava-se uma luta ideológica em que as representações sindicais são mostradas como ultrapassadas, corporativas, danosas à “modernização” e ao desenvolvimento.
Trata-se de uma brutal luta ideológica [...]. Essa luta visa negar a possibilidade de uma identidade classista do trabalhador, negar suas formas de sociabilidade e subjetividade. Para completar, afirma-se que o trabalho, na sua forma clássica, não tem mais sentido para o trabalhador. Com isso, procura-se eliminar, no discurso e na prática, o papel das classes e de sua luta (DIAS, 1998, p.46).
Como uma grande parte dos trabalhadores encontra-se fora do mercado formal ou porque está desempregado ou porque não tem carteira assinada, essa fala passa a ter âncoras no real. Procura-se obstaculizar ao máximo a interferência dos sindicatos dos trabalhadores, forçando o papel de complementaridade — de aliado das empresas — sem antagonismos ou proposições que caminhem além das necessidades do capital. Entre as múltiplas consequências, aparecem a amplificação da intensidade do trabalho, os ataques aos direitos sociais, a desmobilização sindical, que são resultantes gerais no mundo do trabalho a perpassarem a vida social, atingindo sobremaneira a subjetividade dos trabalhadores.
Esse quadro complexo coloca uma série de questões teórico-analíticas para o Serviço Social cujo trabalho dos assistentes sociais se insere no âmbito das políticas sociais – públicas ou privadas – como respostas que são às múltiplas expressões da questão social, tornando, assim, significativamente relevante penetrarmos na estrutura e dinâmica do fenômeno. Quer dizer que consideramos fundamental a atualização permanente e aprofundada do conhecimento sobre as condições de trabalho e de vida da população trabalhadora - prioritariamente atendida pelos assistentes em quaisquer de seus espaços ocupacionais – objetivando o conhecimento dessa expressão da questão social tão atual, mas também instrumentalizar suas organizações para o fortalecimento das lutas por direitos. Mas é relevante, também, quando consideramos que no âmbito da formação profissional do assistente social, as diretrizes curriculares da ABEPSS (1996) colocam centralidade na relação entre Trabalho e Serviço Social.
A delimitação desse eixo no currículo abriu espaço para a definição de um conjunto de disciplinas no campo da compreensão do trabalho, na sociedade capitalista, em especial, na realidade brasileira. Da mesma forma, nos últimos anos adensaram-se os estudos acerca da inserção do assistente social em distintos processos e relações de trabalho, o que tornou possível a estruturação de diversos núcleos de estudos e pesquisa nos cursos de Serviço Social no Brasil. Inclusive o Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UERJ (PPGSS/UERJ) tem sua área de concentração definida em Trabalho e Política Social e com linhas de pesquisa nesse campo de investigação. As pesquisas relativas aos fundamentos e à prática do Serviço Social devem ter como referência o eixo trabalho, norteado por temas como política social e direitos sociais, entre outros, na realidade brasileira.[3]
Por último, porém não menos importante, é fundamental o acompanhamento permanente do processo em curso porque a crise acirra-se novamente, na atualidade, como mais uma etapa da expressão fenomênica da superacumulação típica do modo de produção capitalista que se apresenta desde a década de 1970, o que significa um aprofundamento dos ataques ao trabalho e, por via de consequência aos trabalhadores, em nossa sociedade. Com essa referência a nortear os estudos, a metodologia adotada na pesquisa é a qualitativa, pois consideramos que esse tipo de abordagem pode permitir avanços no conhecimento do fenômeno rumo aos objetivos propostos e sua relevância.

2.    A METODOLOGIA DA PESQUISA: CAMINHO PARA DECIFRAR O FENÔMENO
Entendemos que o conhecimento deve ser buscado e construído em sua totalidade, pois não se desvenda um fenômeno coletando e analisando seus elementos de forma isolada. Dada a complexidade da vida social, consideramos que o método dialético possibilita perceber criticamente os nexos e as mediações do conjunto dos fenômenos que fundamentam a dinâmica da sociedade capitalista onde se localiza o processo específico que se pretende estudar. Com base em Fontes (2004, p. 14) é possível afirmar que essa condução de análise da realidade exige que pensemos a questão específica, embebida no movimento de “expansão do capital e da subordinação do trabalho num processo mais largo, como um processo social que envolve a política, o trabalho, a cultura, as formas de perceber e sentir, o modo de ser histórico”. Caso contrário, as análises tornam-se desprovidas de realidade, o que nos leva a perder as possibilidades de unificação entre teoria e prática, sendo esse o caminho metodológico adotado na pesquisa “Um estudo sobre trabalho: decifrando a situação de emprego, desemprego e informalidade”.
Importa ressaltar que a pesquisa tem uma especificidade importante, porque se constitui em um projeto estruturante do Observatório do Trabalho no Brasil, da Faculdade de Serviço Social da UERJ. Nesse sentido, o caminho metodológico da pesquisa qualitativa adotada pressupõe, também, a coleta de dados quantitativos primários e secundários, relativos à dimensão mensurável da realidade, como a situação de emprego, desemprego e informalidade, numa perspectiva dinâmica permanente, reunindo e centralizando, numa Plataforma, tais dados sobre a questão. Ao decifrar o objeto, ao atualizar o conhecimento e aprofundá-lo participa da construção e alimentação de uma Plataforma de Dados do Observatório sobre o trabalho, buscando, a partir da análise crítica dos dados levantados, definirem-se indicadores, integrar dados e realizar sínteses.
O levantamento de dados secundários é parte de um esforço de atualizar e centralizar informações disponibilizadas por órgãos e institutos de pesquisa brasileiros e internacionais sobre o tema como: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged/MTE) e Organização Internacional do Trabalho – agência no Brasil (OIT). Esses órgãos foram escolhidos por conterem indicadores mais abrangentes e em nível nacional, avançando para outros aspectos do trabalho que possam vir a interessar no momento das análises e sínteses do material coletado.
Os dados primários resultarão de pesquisa realizada junto a três sindicatos de grande porte e peso político no estado do Rio de Janeiro: Sindicato dos empregados em estabelecimentos bancários do Rio de Janeiro, Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Rio de Janeiro e Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro. A escolha desses sindicatos ocorreu, também, porque representam categorias extremamente atingidas, nos últimos anos, por ações do capital no sentido de “criar condições renovadas para a exploração da força de trabalho” e garantir “o novo padrão de acumulação do capital” (NETTO E BRAZ, 2007: 212), tanto no que se refere ao desemprego quanto à terceirização, como à precarização causada pela informalidade.
A pesquisa, assim, alimentará a Plataforma de Dados sobre o trabalho do Portal do Observatório, objetivando uma maior acessibilidade dos dados sobre a questão para os pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação do Serviço Social, Sociologia e áreas afins.
Primeiramente, a coleta dirige-se aos dados secundários dos Institutos de Pesquisa – o que já vem ocorrendo desde os inícios de 2012. Em seguida, realizaremos entrevistas (semiestruturadas) com dirigentes sindicais dos três sindicatos elencados, buscando entender como vêm as transformações que vêm ocorrendo no mundo do trabalho; se e como acompanham a situação da categoria que representam no que se refere às questões estudadas na pesquisa – relação entre emprego, desemprego e informalidade – e o problema da desmobilização sindical. No âmbito da organização e implantação da Plataforma de Dados, que possibilitará o monitoramento e a divulgação dos dados levantados, em especial os quantitativos, será utilizado o programa Acces do pacote Oficce do Windows 7. Os dados quantitativos e as questões qualitativas serão permanentemente confrontados e analisados, possibilitando sínteses e um monitoramento permanente da situação de emprego, desemprego e informalidade no estado do Rio de Janeiro.

3.    METAS E POSSIBILIDADES: CONSTRUINDO SÍNTESES E ACESSO AO CONHECIMENTO DO OBJETO
Atualmente, no Brasil, existem diferentes órgãos e/ou institutos de pesquisa e pesquisadores atuantes na coleta, análise e divulgação de dados sobre a questão do emprego, desemprego e informalidade, o que significa que os mesmos estão dispersos em diferentes bancos de informações. Ao mesmo tempo, muitos sequer são divulgados até mesmo por não terem o veículo apropriado para a sua publicização como um todo. Para o acesso a esses dados, o pesquisador, estudante ou militante de movimentos sociais têm de buscar em diferentes sites e, em muitas situações, não consegue realizar tabulações e extrair resultados efetivos entre diferentes bases de dados. Sendo um projeto estruturante do Observatório, a pesquisa terá como uma derivação mais imediata a construção e funcionamento da Plataforma de Dados sobre o Trabalho do Observatório do Trabalho no Brasil. Através, então, dessa Plataforma de Dados a meta é que os pesquisadores e os alunos de graduação e de pós-graduação da Faculdade de Serviço Social, ligados ao tema, possam ter acesso aos dados sobre emprego, desemprego e informalidade de forma centralizada, facilitando, assim, seus estudos e descobertas acadêmicas sobre o tema. Espera-se, também, socializar informações sobre o trabalho no Brasil da atualidade com profissionais das áreas sociais e de humanidades e militantes sindicais e dos movimentos sociais em geral. Com o confronto e a análise dos dados qualitativos e quantitativos, tendo como referencial teórico-metodológico a tradição marxista, a meta é construir sínteses provisórias e aproximativas do objeto, sempre tomado como uma totalidade que é parte de uma totalidade maior: a relação capital – trabalho e seus confrontos de classes. Em inícios de 2013, pretendemos começar a divulgar os dados e as sínteses elaboradas na Plataforma do Observatório.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa “Um estudo sobre trabalho: decifrando a situação de emprego, desemprego e informalidade no Rio de Janeiro”, do Observatório do Trabalho no Brasil, da Faculdade de Serviço Social da UERJ justifica-se pela necessidade de se conhecer as transformações atuais do mundo do trabalho, provocadas pela crise do capital que se inicia na transição da década de 1960 para 1970 e permanece, ainda hoje, apesar dos ciclos curtos de recuperação ocorridos ao longo do período. Entretanto, as análises e as sínteses terão como fundamento a clareza que é a lógica capitalista cujo objetivo é a acumulação máxima do capital, que leva ao aumento exacerbado do desemprego. Em todo esse processo, a exclusão de grandes contingentes de trabalhadores da possibilidade de empregar-se e a consequente ampliação do exército de reserva, resultam da lógica do capital, que busca, em todos os momentos, acumular-se através da ampliação da taxa de lucro, optando por formas mais ou menos perversas a partir da correlação de forças entre as classes fundamentais em nível mundial. Tal situação desdobra-se em dificuldades de sobrevivência material de parcelas cada vez mais significativas dos trabalhadores, mas implica, também, numa perda das possibilidades de vivência do trabalho, afetando os seres sociais em sua essência.
Assim, podemos afirmar com Antunes (1999, p. 211) que, se as transformações pelas quais vem passando o trabalho não significam seu fim, implicam uma crise aguda que atinge o trabalho propriamente dito, atingindo, por via de consequência “o universo da consciência, da subjetividade dos trabalhadores, das suas formas de representação [...]”.
No Brasil, a reestruturação produtiva se alinha ao debate como parte de uma dupla condução cuja outra ponta é o neoliberalismo. Agrava a situação do mercado de trabalho brasileiro, provocando um crescimento explosivo do desemprego e das formas de ocupação precárias ou informais.
Entendemos, então, o desemprego como um dos aspectos mais graves das incidências da crise do capital, mas também a informalidade - já histórica no mercado de trabalho no Brasil – acirrando a precarização das relações e das condições de trabalho na sociedade brasileira em geral e fluminense em particular. Sendo uma grave expressão da questão social a instigar os profissionais de Serviço Social a darem respostas em seus espaços ocupacionais, a pesquisa preocupa-se em conhecer o fenômeno em profundidade. A perspectiva é a socialização do conhecimento obtido aos profissionais de Serviço Social e áreas afins, mas também aos militantes sindicais e dos movimentos sociais em geral buscando contribuir, como finalidade primeira, para o fortalecimento das organizações dos trabalhadores.
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Documentos:
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* Profa Dra da Faculdade de Serviço Social da UERJ, pesquisadora do Observatório do Trabalho no Brasil, da Faculdade de Serviço Social da UERJ. cleiermarconsin@gmail.com
** Cientista Social graduada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2008). Pesquisadora da área de Sociologia do Trabalho e Colaboradora do Observatório do Mundo do Trabalho da Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. mira.caetano@gmail.com

[1] De 3.330 milhões de trabalhadores, 200 milhões estão desempregado, segundo estudos recentes da OIT <www.oit.org.br> - Acesso em junho de 2012.
[2] Tendencias Mundiales del Empleo Juvenil 2012. Disponível em <www.ilo.org/getyouth> - acesso em junho de 2012.
[3] Justificativa do Projeto de Fundação do Observatório do Trabalho no Brasil - Grupo de Pesquisa da Faculdade de Serviço Social da UERJ – 2011. 

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