Aumenta adesão da greve dos trabalhadores do hospital de Cubatão, diz sindicato.
Grupo protesta contra salários, férias e verbas rescisórias atrasadas.
Continua,
em Cubatão, a greve do Hospital Municipal, que entra em seu segundo dia.
Segundo o SintraSaúde (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de
Serviços de Saúde de Santos), a adesão aumentou para 90% dos servidores (na
terça-feira, 14, era de 80%). A entidade sindical, que protesta contra
salários, férias e verbas rescisórias atrasados, também afirma que os
atendimentos de emergência não estão sendo prejudicados, e já mira novas
passeatas.
"Não
tem outra saída. Do dinheiro que chegou, pagaram alguns fornecedores e alguns
médicos. Não sobrou dinheiro suficiente para uma folha de pagamento completo e
não houve pagamento nenhum aos empregados. O pessoal só volta se receber as
reivindicações requisitadas", explica o presidente da entidade sindical
Paulo Pimentel, sobre os R$ 2 milhões repassados pela Prefeitura para a
Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB), gestora do hospital.
De
acordo com ele, os atendimentos emergenciais continuam ocorrendo normalmente.
"A greve se mantém firme, mas para todos os serviços que se fizerem
necessários em caráter de urgência, temos um grupo que atende. Não deixamos de
forma nenhuma de atender algum problema que se faça necessária a intervenção
médica".
Ainda
sem data e hora definida, o sindicato deve promover novas passeatas, assim como
a realizada nesta terça-feira (14), quando começou a greve. "Pretendemos
fazer outra entre hoje a tarde e amanhã".
Educação
Professores
da rede estadual de ensino de Cubatão também estão de braços cruzados. Porém,
nesta quarta-feira (15), não haveria aula, em razão da Parada Pedagógica,
estabelecida no calendário anual da Educação. A previsão da Administração
Municipal é que nesta quinta-feira (16), a Secretaria de Educação trabalhe com
expediente normal.
Na
terça-feira (14), conforme a Prefeitura, o movimento atingiu cerca de 30% da
categoria. Das 17 creches públicas da Cidade, apenas uma teria paralisado
parcialmente as atividades. Já na pré-escola, das 20 escolas, houve paralisação
total ou parcial em sete.
De
acordo com o Sindicato dos Professores de Cubatão, a Municipalidade não
concedeu aos servidores o reajuste mínimo permitido por lei no período
eleitoral, de 4,2%, entre janeiro e maio deste ano.
A
Administração, por sua vez, esclarece que devido à queda de arrecadação,
qualquer reajuste nesse momento ultrapassa o limite estabelecido pela Lei de
Responsabilidade Fiscal, o que é proibido pela legislação federal. Além disso,
é de conhecimento de todos a grave crise financeira que o Município enfrenta.
Ainda assim, não há atraso de salários ou benefícios para a categoria.
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