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Desemprego em 2016 será pior do que no ano passado, dizem economistas

Em 2015, os brasileiros enfrentaram o fechamento de postos de trabalho em decorrência das dificuldades econômicas no país. Em 2016, o cenário pode se repetir, segundo avaliação de especialistas. Para o vice-diretor da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Renaut Michel, a taxa de desemprego no Brasil deverá continuar crescendo em 2016, por causa da queda no nível da atividade econômica. “Não há nenhum tipo de expectativa positiva”, disse o especialista em mercado de trabalho. Para Renaut Michel, embora a construção civil, um dos setores que mais empregam no país, tenha sentido mais os impactos da crise, outros setores da indústria poderão ser afetados este ano. “A indústria já vem mal há um bom tempo. Enfrenta um problema sério de perda de competitividade, de queda de investimentos. Minha expectativa é que continue um ano muito ruim para a indústria, mas em alguma medida vai afetar também o comércio e o serviço, porque o ambiente de incertezas está le...

Trabalhadores protestam contra fechamento de unidade da Usiminas em Cubatão

Trabalhadores e sindicalistas fazem desde o início da manhã da quarta-feira (11) uma manifestação contra o fechamento da unidade da Usiminas, em Cubatão, na Baixada Santista. O protesto ocorre em frente à unidade. Os manifestantes tentaram impedir a entrada dos ônibus com trabalhadores e a Polícia Militar (PM) usou bombas de efeito moral para dispersar o grupo. A Tropa de Choque a Cavalaria da PM continuam no local. No final de outubro, a direção da Usiminas anunciou que iria desativar temporariamente as áreas primárias do complexo industrial da empresa, em Cubatão. Com isso, 4 mil postos de trabalho diretos e indiretos serão fechados, conforme a Usiminas. O Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista estima a demissão de até 8 mil trabalhadores. Em apoio à manifestação dos trabalhadores, a Prefeitura de Cubatão alterou o horário de expediente nas repartições públicas, que funcionarão, excepcionalmente, das 8h às 11h. Um ato organizado por sindicatos e centrais sind...

No Paraná, petroleiros exigem respeito à saúde e segurança dos trabalhadores

O acampamento dos petroleiros do Paraná, instalado em frente à Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, amanheceu marcado no domingo (08) por um ato de luto e solidariedade pela morte do petroleiro Pedro Alexandre Bagatin. O trabalhador faleceu na última sexta-feira (06) após sofrer um infarto no interior da empresa, onde operava na contingência, exercendo atividades sob pressão e sem o efetivo correto.  No ato, as pessoas exigiram zelo pela saúde dos trabalhadores e fizeram a crítica à política da empresa que coloca em risco a saúde e a segurança dos funcionários que seguem na contingência. A morte ocorrida neste episódio chama a atenção para o dado de vinte mortes no sistema Petrobrás apenas em 2015. A mobilização também contou com a presença dos trabalhadores petroquímicos, em greve na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR, ligada ao sistema Petrobrás). Movimentos sociais e outros sindicatos compareceram em apoio à greve, assim como coordenadores nacion...

Brasil perde quase 1 milhão de vagas de emprego em 12 meses

País acumula cinco meses consecutivos de queda; ministro do Trabalho afirma que, apesar da dificuldade, o governo “conhece o caminho da roça”. O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta sexta-feira (25) o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que aponta o corte de 986 mil vagas com carteira assinada nos últimos 12 meses. Somente em agosto, 86.543 mil vagas foram encerradas.  Com o pior mês de agosto desde 1995, quando foram encerradas 117 mil vagas, o número mostra uma desaceleração nas perdas de postos de trabalho. Em julho essa redução foi de 157 mil. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, admite que até o fim do ano o país deve perder até um milhão de postos de trabalho, mas afirmou que o governo “conhece o caminho da roça”. "Não quer dizer que estamos incapacitados de recuperar. O governo conhece o caminho da roça. Se teve capacidade de gerar 23 milhões de vagas nos últimos 12 anos, quando forem corrigidos os rumos da economia, acredito que v...

Metalúrgicos da Ford de São Bernardo do Campo entram em greve

Em assembleia ocorrida na manhã desta quinta-feira (10), os trabalhadores da fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado em protesto contra o corte de pessoal. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que ainda está fazendo um levantamento sobre o total de demissões que incluem, segundo a entidade, empregados em sistema layoff(suspensão temporária dos contratos de trabalho) e também os que estão afastado em folga obtida por meio do banco de horas. De acordo com o sindicato da categoria, dos 4,3 mil trabalhadores dessa unidade, 160 estão em layoff, desde 11 de maio, e 59 afastados em banco de horas. Em nota divulgada antes da decisão de greve, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, manifestou surpresa pela atitude da montadora. “Não esperávamos demissões na Ford. Há mais de um ano vínhamos conversando com a fábrica e encontrando alternativas em conjunto para en...

Metalúrgicos da Mercedes-Benz encerram greve após montadora suspender demissões

Uma semana depois do início da greve por tempo indeterminado, os metalúrgicos da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, decidiram interromper a paralisação após acordo que suspendeu o corte de 1,5 mil trabalhadores. As dispensas começariam já a partir de amanhã (1º). Na negociação, foi oficializada a adesão dos empregados ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Este foi o primeiro acordo do gênero em uma montadora. Os cerca de dez mil trabalhadores da unidade terão redução de 20% na jornada de trabalho, também a partir de amanhã (1º) e até 31 de maio do próximo ano, além de diminuição de 10% nos salários. Em contrapartida, haverá complementação dos valores com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Ainda como parte das regras do PPE, os trabalhadores terão estabilidade no emprego por um ano.  “Foi uma negociação dura que chegou a um resultado final positivo depois do esforço conjunto dos trabalhadores, do Sindicato e também da empresa. R...

Empregos com carteira assinada caem 3,1% em um ano, diz o IBGE

Empregos com carteira assinada e o rendimento real habitual do trabalhador brasileiro registraram queda em julho deste ano, conforme pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os empregos com carteira assinada somaram, em julho, 11,3 milhões nas seis regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). De acordo com o IBGE, o número caiu 3,1% em relação a julho de 2014. Isso significa que há – no mercado de trabalho – menos 359 mil pessoas com carteira assinada. Na comparação com junho deste ano, também houve uma queda, de 1,5%, no número de pessoas com carteira assinada. Os empregos sem carteira assinada somaram 1,98 milhão: houve estabilidade – no que se refere aos trabalhadores sem carteira - tanto na comparação com junho deste ano, quanto na comparação com julho de 2014. A população ocupada total nas seis regiões metropolitanas ficou estatisticamente estável em ambas as comparações temporais, em 22,8 milhões...