Trabalhadores do Comperj fazem manifestação em frente à Petrobras.
Os trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio
de Janeiro (Comperj) promovem manifestação nesta quinta-feira, em
frente ao prédio da Petrobras, na Avenida Chile,
às 8h. O ato é em favor do emprego, da continuidade das obras do Comperj e para
que a petroleira assuma a responsabilidade no caso Alumini. Os trabalhadores
pretendem chamar a atenção para os problemas, principalmente em relação às
demissões, que somente na última semana ultrapassaram quatro mil.
Até meados do ano passado, o Comperj chegou a registrar em
torno de 23 mil trabalhadores, mas esse número começou a encolher depois que
várias empresas apresentaram problemas e deixaram as obras. É o caso da Fidens,
Jetan, Jaraguá, Multitek, Egesa e a Alumini Engenharia, que teve deferido o
pedido de recuperação judicial nesta terça-feira.
A empresa abandonou o canteiro deixando 2,5 mil
trabalhadores sem o salário de dezembro, 13º, vale alimentação, plano de saúde
e benefícios sociais. Além disso, fez acordo no Ministério Público do
Trabalho para pagar direitos trabalhistas a 469 demitidos e não cumpriu.
Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas
Empresas de Manutenção e Montagem Industrial do Município de Itaboraí
(Sintramon), a manifestação conta com a participação de operários da Alumini e
de outras empresas do Comperj, centrais sindicais como a CUT e de movimentos
sociais.
Comentários
Postar um comentário