Protestos na Espanha

Revoltados com a crise econômica, dezenas de milhares de espanhóis estão nas ruas desde a semana passada, ocupando praças nas principais cidades espanholas, onde exigiram uma "democracia real", por considerar que o PSOE e o PP, os dois grandes partidos espanhóis, não os representam.
Os manifestantes recomendaram que não se votasse nos dois principais partidos do país, o governista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o opositor Partido Popular (PP), aos quais responsabilizam por grande parte da precária situação econômica.Atingidos pela forte crise econômica e por uma taxa de desemprego de 21%, que chega a 44% entre menores de 25 anos, dezenas de milhares de jovens voltaram a se reunir no fim de semana na Praça Puerto del Sol de Madri, onde estão há uma semana acampados realizando diversos debates e assembleias nos quais discutem suas propostas. No domingo, os manifestantes decidiram permanecer nas ruas por pelo menos mais uma semana.
Os manifestantes pedem emprego, melhores condições de vida, um sistema democrático mais justo e mudanças nos planos de austeridade do governo socialista espanhol. Além disso, pedem mudança no sistema que conduziu à grave crise econômica registrada na Espanha, que tem a maior taxa de desemprego da União Europeia, com um recorde de 4,9 milhões de pessoas desempregadas no país.


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