Bombeiros manifestantes permanecem acampados na escadaria da Alerj, no Rio

Cerca de 60 soldados do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ) continuam acampados nesta terça-feira (7) em frente ao prédio da Assembleia Legislativa (Alerj), no centro da cidade. Os militares protestam há cinco dias por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, mas a principal reivindicação neste momento é a soltura dos 439 bombeiros presos durante a invasão ao quartel central da corporação, na última sexta-feira (3).

Há reclamações de que os presos não estão recebendo tratamento adequado, mas o governo estadual e o Corpo de Bombeiros negam tal informação. De acordo com o novo comandante-geral da corporação, coronel Sérgio Simões, a soltura dos 439 presos depende exclusivamente da avaliação da juíza da Justiça Militar.Segundo os manifestantes, a vigília na escadaria do Palácio Tiradentes só acabará no momento em que a Justiça Militar liberar os colegas detidos no quartel de Jurujuba, em Niterói, na região metropolitana.

Embora Simões tenha convidado publicamente as lideranças do movimento para uma conversa em seu gabinete, os manifestantes só aceitam negociar após a libertação dos colegas presos.

Os bombeiros que protestam na escadaria da Alerj devem participar nesta terça-feira de reuniões com uma comissão parlamentar formada por deputados estaduais que apoiam a causa e professores do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) para definir detalhes da agenda de reivindicações dos próximos dias.

Os soldados do CBMERJ marcaram uma passeata para o próximo domingo, pela manhã, na praia de Copacabana, zona sul do Rio.

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