Profissionais da educação do Rio esclarecem motivos da greve
Na tarde da última terça-feira (7), profissionais da educação se reuniram em assembleia no Clube Municipal. Com a presença de mais de 2 mil pessoas, profissionais da rede estadual de ensino falaram sobre os atuais problemas das escolas, além dos baixos salários. Em votação, a categoria decidiu, por unanimidade, entrar em greve por tempo indeterminado. Após a assembleia, os profissionais se dirigiram às escadarias da Alerj para apoiar os bombeiros, que se encontram em vigília no local desde o último domingo. Centenas de profissionais de educação e bombeiros lotaram as escadarias do Legislativo.Reivindicações
Os profissionais da educação têm como principal reivindicação um reajuste emergencial de 26%. O salário atual da categoria é de R$ 681,44, um dos mais baixos do Brasil. Eles também exigem a incorporação imediata da gratificação do projeto Nova Escola. Essa bonificação está prevista para terminar apenas em 2015. A categoria também reivindica o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos da educação estadual. Outra questão importante é a regulamentação da profissão dos animadores culturais. Apesar da aprovação de uma lei que regulamenta a Animação Cultural nas escolas, falta comprometimento do governo para colocar em prática essa regulamentação. Os profissionais da educação também exigem a eleição direta pra diretores de escolas. Além disso, há a defesa intransigente do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj).O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE) organizou a assembleia e propôs a greve. Segundo a dirigente do Sepe, Ivanete da Silva, a assembleia teve um saldo positivo no que diz respeito à participação da categoria. “Depois de 15 dias em estado de greve, várias assembleias acumularam debates em torno das nossas reivindicações, andando pelas escolas percebemos que há uma boa recepção dos profissionais. Achamos que o momento de mobilização é esse”, afirmou Ivanete. Segundo o sindicato, o objetivo da greve é insistir nas negociações. “Queremos que o governo aceite negociar com o sindicato não só a recomposição salarial, mas muitas outras questões. Defendemos a educação de qualidade, com infraestrutura e com real autonomia administrativa e pedagógica das escolas, queremos debater isso com o governo do estado também”, declarou Ivanete
Governo não atende a categoria
Os profissionais afirmam que há uma completa falta de disposição do governo estadual em negociar e atender as reivindicações dos professores e funcionários das escolas estaduais. Outro fator que deixou a categoria indignada foi o tratamento repressivo dispensado pelo governo estadual contra a mobilização dos bombeiros que participaram das manifestações no centro do Rio. A manifestação resultou na invasão do Quartel General da corporação por tropas de elite e na prisão de 439 manifestantes. Os profissionais da educação também aprovaram na assembleia total apoio à luta dos bombeiros. “Aprovamos que vamos lutar ao lado dos bombeiros e de todo o funcionalismo público pela libertação imediata dos bombeiros presos”, destacou Ivanete. Ela também frisou que é muito importante o apoio de todas as categorias. “Queremos que toda a população entenda a importância da luta e nos ajude a fazer um movimento ampliado, com todos os funcionários públicos do estado, defendendo a dignidade e os direitos do funcionalismo público”, arrematou a sindicalista..Mobilização
Na tarde de quarta-feira(9), os profissionais de educação irão se unir aos bombeiros do Rio de Janeiro para um ato nas escadarias da Alerj. O objetivo é pressionar os deputados estaduais a intercederem junto ao governo do estado e reabrir as negociações em torno das reivindicações das duas categorias. Na sexta-feira, a partir das 13h, o Sepe, bombeiros e outras categorias do funcionalismo estadual farão uma passeata da Candelária até a Alerj. O Sepe acredita que esta será uma atividade muito importante não só para os bombeiros e professores, mas para todos os funcionários públicos do Rio.No domingo, novamente os profissionais de educação, bombeiros e servidores do estado farão uma passeata em Copacabana, com concentração a partir das 10h, na esquina da Avenida Princesa Isabel com Avenida Atlântica.
A próxima assembléia da rede estadual será realizada na terça-feira (14) no Clube Municipal na Tijuca, às 14h. Neste encontro, a categoria irá decidir os rumos da greve.
A próxima assembléia da rede estadual será realizada na terça-feira (14) no Clube Municipal na Tijuca, às 14h. Neste encontro, a categoria irá decidir os rumos da greve.

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