Movimentos sociais fazem manifestação a favor da reforma agrária

BRASÍLIA - Entidades da sociedade civil fizeram passeata nesta quarta-feira, em Brasília, pela reforma agrária e melhorias na saúde e na educação. Elas participam da Jornada Nacional de Lutas, organizada pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) e pela Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel), e que promove manifestações em 17 estados. Cerca de 20 mil pessoas participaram da manifestação na Esplanada dos Ministérios. No final da passeata, os manifestantes se reuniram com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) para entregar a lista de reivindicações dos trabalhadores.

No Rio, pelo menos 200 trabalhadores sem-terra montaram acampamento em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os manifestantes pretendem se unir a outras categorias, como profissionais de educação, saúde, construção civil e servidores públicos, para protestar no centro da cidade.

O grupo defende a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, assunto que está em discussão na Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PL 8.035/10), e pede mudanças na política econômica brasileira.

Uma pauta de reivindicações foi entregue, ainda, a alguns ministros, parlamentares e representantes do Judiciário. As lideranças dos movimentos também vão se reunir com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para apresentar suas reivindicações.

Segundo o coordenador da Conlutas, José Maria Almeida, a principal reivindicação são mudanças na política econômica brasileira.

- Viemos aqui com uma reivindicação básica: é preciso mudar a politica econômica do país. Nesse momento ela privilegia os grandes bancos, grandes empresas, como o governo acabou de fazer com o Plano Brasil Maior destinando R$ 25 milhões de verbas públicas para ajudar empresas. Faltam investimentos na educação, na saúde, na moradia. É preciso recursos para aumentar o salários dos servidores federais.

Entre os movimentos sociais que participam da manifestação estão o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condesef), o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Na terça-feira, trabalhadores sem-terra bloquearam a entrada do Ministério da Fazenda , que reforçou a segurança hoje. Eles só saíram do prédio, após conseguir marcar reunião com representantes do governo federal.


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