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Trabalhadores do Comperj realizam manifestação em frente à sede da Petrobrás.

Os trabalhadores do Completo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) realizaram na manhã desta quinta-feira (22) um protesto em frente à Petrobras para exigir o pagamento de salários atrasados e o cumprimento dos acordos indenizatórios para os demitidos da empresa Alumini Engenharia S/A (ex-Alusa. A CSP-Conlutas Rio de Janeiro participou do ato e está apoiando a luta desses trabalhadores. Para a Central, é fundamental intensificar as ações de solidariedade com essa luta, que está inserida no momento político que o país atravessa. Os trabalhadores do Comperj precisam desse apoio. A greve dos trabalhares teve início no dia 6 de janeiro e durou 16 dias. A paralisação foi iniciada pelos operários da empresa Alumini Engenharia S/A (ex-Alusa) e desde setembro do ano passado, já são 469 demitidos; os que perderam o emprego a partir de outubro fizeram um acordo para receber a rescisão, mas a empresa não cumpriu com o acertado. Estes trabalhadores não receberam nem a terceira e úl...

Trabalhadores do Comperj fazem manifestação em frente à Petrobras.

Os trabalhadores do Complexo Petroquímico do  Rio de Janeiro   (Comperj) promovem manifestação nesta quinta-feira, em frente ao prédio da Petrobras, na  Avenida  Chile, às 8h. O ato é em favor do emprego, da continuidade das obras do Comperj e para que a petroleira assuma a responsabilidade no caso Alumini. Os trabalhadores pretendem chamar a atenção para os problemas, principalmente em relação às demissões, que somente na última semana ultrapassaram quatro mil. Até meados do ano passado, o Comperj chegou a registrar em torno de 23 mil trabalhadores, mas esse número começou a encolher depois que várias empresas apresentaram problemas e deixaram as obras. É o caso da Fidens, Jetan, Jaraguá, Multitek, Egesa e a Alumini Engenharia, que teve deferido o pedido de recuperação judicial nesta terça-feira.  A empresa abandonou o canteiro deixando 2,5 mil trabalhadores sem o salário de dezembro, 13º, vale alimentação, plano de saúde e benefícios sociais. Além dis...

Não à contaminação por produtos químicos

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Vítimas de fábrica de pesticidas, trabalhadores fazem filme e cartilha para alertar e prevenir.    Durante as gravações do longa-metragem O lucro acima da vida, o coordenador da Associação de Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas (Atesq), Antônio de Marco Rasteiro, pôde observar uma parte de sua trajetória no desempenho do ator Deo Garcez, que o representou. Antônio, que fez figuração no filme, é líder do grupo que lutou por esclarecimentos e reparação na Justiça pelos crimes ambientais cometidos pelas empresas Shell Brasil e Basf S.A., na planta industrial de Recanto dos Pássaros, bairro do município de Paulínia (SP). Ele trabalhou na fábrica de agrotóxicos da Shell, por 21 anos, de 1977 a 1998, a maior parte do tempo, à frente da produção.     A fábrica encerrou suas atividades em 2002, interditada pelo Ministério Público do Trabalho. Em 2013, o Tribunal Superior do Trabalho proferiu sentença favorável aos 1.224 trabalhadores que passaram po...

‘Pelo amor de deus, não vá ao banheiro’

“Pelo amor de deus, pelo que você mais ama no mundo, não vá ao banheiro”, é o que Gislaine* já ouviu algumas vezes de sua supervisora em uma das unidades da Contax do Recife (PE), onde trabalha como atendente de telemarketing da operadora de celular Oi. Em geral, o apelo acontece em dias de medição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), uma vez ao mês. Mas as restrições às idas para satisfazer as necessidades fisiológicas são cotidianas. “Por duas vezes já fiz xixi nas calças, na rua, porque fiquei segurando durante o dia”, conta a jovem à Repórter Brasil. Na Contax, os funcionários têm de cumprir pausas programadas: 20 minutos para as refeições e dois intervalos de 10 minutos cada. Fora desses horários, as pausas são consideradas pessoais e, por isso, o trabalhador pode perder parte de seu salário e até levar suspensões. “A gente é muito perseguida, monitorada, temos de trabalhar em cima de metas. Não pode ir no banheiro, é como se estivesse prejudicando a supe...

Uerj: funcionários terceirizados fazem protesto contra salários atrasados

Funcionários  da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira (16/12) em frente à instituição, na Tijuca, Zona Norte do Rio. O ato, organizado com a ajuda dos alunos da universidade, protesta contra o atraso no pagamento dos salários dos servidores terceirizados, que já dura quase dois meses, de acordo com os manifestantes. Os mais atingidos com a precaridade são os servidores do Hospital Universitário Pedro Ernesto, que fica em Vila Isabel , próximo à Uerj.  O protesto foi organizado em conjunto pelos Centros  Acadêmicos  das cadeiras de Filosofia, Ciências Sociais, Serviço Social e de Geografia, que ainda denunciam o descaso do Governo do Estado com a conservação da entidade de ensino. Por volta das 11h30, os manifestantes estavam concentrados em frente à Secretaria de Estado de Fazenda, na Avenida Presidente Vargas, no Centro. Com faixas e usando um megafone, a comissão de organização do ato exi...

Mulheres são 70% das vítimas de tráfico de pessoas em todo o mundo

Uma em cada três vítimas de tráfico de pessoas é criança. Do conjunto de vítimas desse tipo de crime, praticado em pelo menos 152 países de origem e 124 países de destino, 70% são mulheres. Até o momento, foram identificado mais de 510 fluxos de tráfico ao redor do planeta, revela o Relatório Global 2014 sobre Tráfico de Pessoas, divulgado hoje (4) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). De acordo com o relatório, o tráfico de crianças aumentou 5% na comparação com o período entre 2007 e 2010. Em algumas regiões, como África e Oriente Médio, as crianças são as maiores vítimas do tráfico de pessoas. No Continente Africano e no Oriente Médio, elas representam 62% das vítimas de tal tipo de crime. O tráfico para trabalhos forçados , que abrange, entre outros, setores como o industrial, o de trabalho doméstico e a produção têxtil, tem “aumentado continuamente” nos últimos cinco anos. Nesse grupo, as mulheres correspondem a 35% das vítimas. Segundo o docu...

M.Officer é condenada por explorar trabalho escravo

A M5, empresa do estilista Carlos Miele detentora da marca M. Officer, foi condenada judicialmente pela exploração de trabalho escravo. Em sua  decisão , a juíza Sandra Miguel Abou Assali Bertelli, da 2ª Região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT2-SP), considerou a empresa responsável pelas condições a que um grupo de trabalhadores resgatados estava submetido em oficina “quarteirizada”. A Empório Uffizi, empresa que intermediou a contratação, também foi condenada por gerenciar o emprego de escravos na produção da marca. Ambas terão de pagar R$ 100 mil a um trabalhador resgatado a título de indenização por danos morais. A Justiça entendeu que, por se tratar de atividade-fim, a terceirização foi ilícita. A Repórter Brasil entrou em contato com as duas empresas. A M5 nega a responsabilidade pela situação encontrada. A Uffizi não se posicionou até a publicação desta reportagem. Ambas ainda podem recorrer da decisão. Na sentença em que reco...